terça-feira, 28 de março de 2017

AS DEZ MAIORES DESCOBERTAS DA ARQUEOLOGIA BÍBLICA
O educador evangélico estadunidense Walter Kaiser Jr. (nascido em 1933) enumerou uma seqüência de descobertas como sendo as dez mais importantes da Arqueologia Bíblica.


I. Os Amuletos de Ketef Hinnom (1979), contendo o mais antigo texto do Antigo Testamento (séc.VII-VI a.C.), descoberto por um arqueólogo bíblico, o hùngaro-israelense Gabriel Barkay (1944- )

Entre 1975 e 1980, Gabriel Barkay descobriu alguns sepulcros em Ketef Hinnom, um sítio arqueológico perto de Jerusalém, com uma série de câmaras funerárias cortadas na pedra, em cavernas naturais. O local parecia ser arqueologicamente estéril e tinha sido usado para armazenar armamento durante o período otomano. A maior parte daqueles sepulcros tinha sido saqueada há muito, mas felizmente o conteúdo de Câmara 25 foi preservado devido a um aparente desabamento parcial do teto da caverna, ocorrido também muito tempo antes. O sepulcro foi datado como entre os séculos VII e VI a.C., antes do exílio. 

O sepulcro continha restos de esqueletos de 95 pessoas, 263 vasos de cerâmica inteiros, 101 peças de joalheria, entre elas 95 de prata e 6 de ouro, muitos objetos esculpidos de osso e marfim e 41 pontas de flechas de bronze ou de ferro. Além disso, havia dois pequenos e curiosos rolos de prata, sendo que um deles tinha cerca de uma polegada de comprimento e menos de meia polegada de espessura, enquanto que o outro tinha meia polegada de comprimento e um quinto de polegada de espessura. Admitiu-se que esses rolos fossem usados como amuletos e que contivessem alguma inscrição. O processo ultra delicado, desenvolvido para abrir os rolos de papel sem que o mesmos se desintegrassem, levou três anos. Quando os rolos foram abertos e limpos, a inscrição continha porções de Números 6:24-26: O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti... e te dê a paz. Esta inscrição é uma das mais antigas e melhor preservadas contendo o nome do Deus Israelita: YHWH ou Jeová

Os chamados de Amuletos de Ketef Hinnom, na realidade dois rolos de papel de prata minúsculos achados na câmara funerária 25 da caverna 24 de Ketef Hinnom, contêm a mais antiga inscrição bíblica (~600 a. C).



II. O Papiro de John Rylands, Papiro 52 encontrado no Egito em 1920, redescoberto (1934) por C. H. Roberts na Biblioteca John Rylands (1801-1888) em Manchester, Inglaterra. 
Conhecido como o mais antigo texto escrito do Novo Testamento (125 d.C).
Também conhecido como o fragmento de João. Contêm partes do Evangelho de João 18 31-33, no grego, e no verso contêm linhas dos versos 37-38.



III. Os Manuscritos do Mar Morto (1947), casualmente descobertos por um grupo de pastores de cabras. 
Na sua maioria, escritos antes da era cristã e guardados em rolos, dentro de vasilhas de barro.

Os Manuscritos do Mar Morto formam uma coleção de cerca de 930 documentos descobertos entre 1947 e 1956 em 11 cavernas próximo de Qumran, uma fortaleza a noroeste do Mar Morto, em Israel (em tempos históricos uma parte da Judéia). Estes documentos foram escritos entre o século III a.C. e o primeiro século depois de Cristo em Hebraico, Aramaico e grego. A maior parte deles consiste em pergaminhos, sendo uma pequena parcela de papiros e um deles gravado em cobre. Os manuscritos do Mar Morto foram classificados em três grupos: escritos bíblicos e comentários, textos apócrifos e literatura de Qumram.



IV. A Pintura Mural Tumba de Beni Hasan (1923), Tebas, uma pintura mural da tumba de um nobre em Beni Hasan, Egito, que data do tempo de Abraão (~ XIX a. C.) 

A descoberta revelou como era a cultura patriarcal 19 séculos antes de Cristo.
No mapa do Egito antigo, a aldeia de Beni Hassan está localizada a 160 quilômetros ao sul do Cairo (cemitério de 39 túmulos)  




V. A Estela de Tel Dã  (1993), cuja descoberta provou, sem sombra de dúvidas, a existência do rei Davi (1015-975 a. C.) e seu reinado.

Placa comemorativa sobre conquista militar da Síria sobre a região de Dã. A inscrição traz de modo bem legível a expressão "casa de Davi", que pode ser uma referência ao templo ou à família real. O mais importante, todavia, é que menciona, pela primeira vez fora da Bíblia, o nome de Davi, indicando que este foi um personagem real. Esta descoberta também fez a mídia admitir que a Bíblia pode ser tomada como fonte de documentação histórica.





VI. O Tablete 11 (1872) do épico de Gilgamés, descoberto pelo arqueólogo bíblico e assiriologista inglês George Smith (1840-1876) 
A descoberta deste documento (antigo poema épico da Mesopotâmia - atual Iraque) provou a antiguidade do relato do dilúvio.






VII. A Fonte de Giom, a Ha Gihon (1833), mencionado em 2Samuel 2:13 e Jeremias 41:12, pesquisada pelo arqueólogo estadunidense Edward Robinson.


O tanque de Gibeão / Gibeom - Tinha em torno de doze metros de diâmetro e uma escada em círculos de 27 metros até o nível da água, que se encontra a dez metros abaixo da superfície do solo.

"Saíram também Joabe, filho de Zeruia, e os servos de Davi, e se encontraram uns com os outros perto do tanque de Gibeom; e pararam estes deste lado do tanque, e os outros do outro lado do tanque." 2 Samuel 2:13

"Tomaram todos os seus homens, e foram pelejar contra Ismael, filho de Netanias; e acharam-no ao pé das grandes águas que há em Gibeom." Jeremias 41:12

Inscrição de Siloé (detalhes mais abaixo) é uma passagem de texto inscrito, encontrada originalmente no Túnel de Ezequias, aqueduto que supria água da Fonte de Giom para a piscina de Siloé na parte leste de Jerusalém. Descoberto (1880), a inscrição registra a construção do túnel no século VIII a.C. Encontra-se entre os registros mais antigos escritos na língua hebraica, usando-se o alfabeto Paleo-Hebrew.



VIII. O Selo de Baruque (1975), descoberta que provou a existência do secretário e confidente do profeta Jeremias.

O profeta Jeremias durante os últimos anos do reino de Judá, profetizou o exílio e o retorno dos judeus, eles teriam que aceitar o jugo de Babilônia e não resistir. Ele foi encarcerado, ameaçado de morte e posto como falso profeta e traidor. Jeremias, nomeou Baruque, o filho de Nérias, seu escriturário. Foram encontrados em uma loja de antiguidades em Jerusalém alguns pedaços de barro marcados com um selo. Dentro desta coleção há duas peças que acredita-se ter pertencido a Baruque. Em exibição no Museu de Israel em Jerusalém, nas três linhas lê-se: Berekhyauhuh, o filho de Neriyauhuh, o escriturário.



IX. O Palácio de Sargão II (1843), rei da Assíria mencionado em Isaías 20:1, descoberto por Paul Emile Botta (1802-1870)
A existência do Palácio de Sargão II foi posta em dúvida por historiadores por muitos séculos até essa descoberta (1843), que pois fim a negação histórica da menção bíblica feita em Isaías 20:1.
"No ano em que Tartã, enviado por Sargom, rei da Assíria, veio a Asdode, e guerreou contra ela, e a tomou," Isaías 20:1



X. O Obelisco Negro de Salmaneser (1845), um artefato que o arqueólogo Austen Henry Layard (1817-1894) encontrou, na antiga cidade de Nínive.

Assim chamado um dos mais antigos artefatos arqueológicos a se referir a um personagem bíblico: o rei hebreu Jeú, que viveu cerca de nove séculos antes de Cristo. Assim como o prisma de Taylor, ambos são artefatos que mostram duas derrotas militares de Israel. Este artefato mostra um desenho do rei Jeú prostrado diante de Salmaneser III, oferecendo tributo a ele e encontra-se preservado, agora, no Museu Britânico, em Londres. O segundo descreve o cerco de Senaqueribe a Jerusalém, citando textualmente o confinamento do rei Ezequias.


Prisma de Taylor



Outras descobertas significantes

1 - Inscrição de Siloé – Encontrada acidentalmente por algumas crianças que nadavam no tanque de Siloé. Essa antiga inscrição hebraica marca a comemoração do término do túnel construído pelo rei Ezequias, conforme o relato de 2 Crônicas 32:2-4. (De acordo com o Dicionário da Bíblia Easton-1897)


2 - Textos de Balaão – Fragmentos de escrita aramaica encontrados em Tell Deir Allá, que relatam um episódio da vida de "Balaão filho de Beor" e descrevem uma de suas visões – indícios de que Balaão existiu e viveu em Canaã, como afirma a Bíblia no livro de Números 22 a 24.


3 - Papiro de Ipwer – Oração sacerdotal escrito por um egípcio chamado Ipwer, onde questiona o deus Horus sobre as desgraças que ocorrem no Egito. As pragas mencionadas são: O rio Nilo se torna sangue; escuridão cobrindo a terra; animais morrendo no pasto; entre outras, que parecem fazer referência às pragas relatadas no livro de Êxodo.


4 - Tabletes de Ebla – Cerca de 14 mil tábuas de argila foram encontradas no norte da Síria, em 1974. Datadas de 2.300 a 2.000 a.C., elas remontam à época dos patriarcas. Os tabletes descrevem a cultura, nomes de cidades e pessoas (como Adão, Eva, Miguel, Israel, Noé) e o modo de vida similar ao dos patriarcas descrito principalmente entre os capítulos 12 e 50 do livro de Gênesis, indicando sua historicidade.


5 - Tijolo babilônico de Nabucodonosor – O achado arqueológico traz a seguinte inscrição em cuneiforme: "(eu sou) Nabucodonosor, Rei de Babilônia. Provedor (do templo) de Ezagil e Ezida; filho primogênito de Nabopolassar”. Vale notar que por muito tempo se afirmou que a cidade da Babilônia era um mito – e muito mais lendário ainda seria o rei Nabucodonosor.
Museu Arqueológico do UNASP


6 - Estela de Merneptah – Coluna comemorativa, datada de cerca de 1207 a.C., que descreve as conquistas militares do faraó Merneptah. Israel é mencionado como um dos inimigos do Egito no período bíblico dos juízes, provando que Israel já existia como nação neste tempo, o que até então era negado pela maioria dos estudiosos. É a menção mais antiga do nome "Israel" fora da Bíblia.


...e mais...

Túnel de Ezequias
O túnel de Siloé citado na Bíblia -- nos livros de Reis e Crônicas (II Reis 20:20) descoberto pelos arqueólogos Amos Frumkin, Aryeh Shimron e Jeff Rosembaum da Universidade Hebraica de Jerusalém em 2003.

*Confirmando o relato da Bíblia, as pesquisas dataram em 700 a.C. a construção do túnel de Jerusalém, e apontaram Ezequias, que reinou em Judá entre 727 a.C. e 698 a.C., como o empreiteiro.

Construído para transportar a água da fonte de Gioh, nos arredores de Jerusalém, para o interior das muralhas da cidade e garantir o abastecimento do canal, que tem meio quilômetro de extensão, teve um importância fundamental na defesa da cidade durante o cerco e a ameaça de invasão pelos assírios, no século 8 a.C.

De acordo com os textos bíblicos como o Segundo Livro dos Reis e o Segundo Livro das Crônicas, o rei Ezequias teria reaberto o templo de Salomão, restaurado a Páscoa e implementado uma série de reformas em Jerusalém, das quais o túnel de Siloé é uma das mais importantes.  (*Guia do Estudante)

"Ora, o mais dos atos de Ezequias, e todo o seu poder, e como fez a piscina e o aqueduto, e como fez vir a água à cidade, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá?" 2 Reis 20:20

"Também o mesmo Ezequias tapou o manancial superior das águas de Giom, e as fez correr por baixo para o ocidente da cidade de Davi; porque Ezequias prosperou em todas as suas obras." 2 Crônicas 32:30

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Rio Eufrates está secando, como descrito em Apocalipse sobre o fim dos tempos


Rio Eufrates Imagem relacionadaá secando dia após dia, em consequência da seca que castiga a região a alguns anos, acrescenta a este problema, as políticas inapropriadas em uso das águas por parte do Iraque, Turquia e Síria, sendo o país mais prejudicado o Iraque, e que nos tempos antigos foi chamado de Mesopotâmia, ali o Eufrates tornou-se em uma paisagem desértica.
O rio que tem um cumprimento de 2780 km, é mencionado muitas vezes na Bíblia, em Genesis relata que corria o Jardim do Éden, e também a famosa Babilônia era atravessada por ele. Em Genesis 15:18, Deus faz uma promessa a Abraão, dizendo  “…tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates;”.
A diminuição do fluxo do rio nos dias de hoje, tem dizimado fazendas ao longo de sua extensão, deixando em extrema pobreza os pescadores e agricultores, levando alguns habitantes das margens a abandonar as suas terras, para dirigir-se as cidades mais próximas em busca de emprego.
O livro de Apocalipse, menciona este rio no capitulo 9, 13 e 15 “E tocou o sexto anjo a sua trombeta, e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro, que estava diante de Deus, A qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos, que estão presos junto ao grande rio Eufrates. E foram soltos os quatro anjos, que estavam preparados para a hora, e dia, e mês, e ano, a fim de matarem a terça parte dos homens.”
Logo uma das profecias sobre a chegada do Messias se refere a partição de um rio em sete partes, por onde passara o povo de Israel em retorno a sua terra para a Redenção.  Apocalipse 16-12, ” E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do oriente.
E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi sair três espíritos imundos, semelhantes a rãs.
Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis da terra e de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso.
Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas roupas, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas.
E os congregaram no lugar que em hebreu se chama Armagedom.”, esta profecia esta claramente descrita em Isaias 11.
Há um estudo científico que verificam as reservas de água no mundo através de dados recolhidos pelos satélites GRACE da NASA, que resultaram em uma grande perda de água doce do Rio Eufrates e no rio Tigre. Segundo os cientistas, as mudanças climáticas estimam que a seca na região se tornará cada vez mais importante e pode chegar a situações extremas para a população.

Artigo da 'Science' descreve fóssil de cobra com patas encontrado no Brasil

Nova espécie viveu há mais de 120 milhões de anos onde hoje é o Brasil. A peça é originária da Formação Crato, na Bacia do Araripe, no Ceará.


Fóssil de espécie de cobra com patas que foi descoberto na Formação Crato, na Bacia do Araripe, no Ceará (Foto: Reprodução/Nature)
A descrição foi publicada em artigo assinado por David M. Martill, paleontólogo da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, Helmut Tischlinger e Nicholas Longrich.
O material apresenta a espécie Tetrapodophis amplectus, uma cobra de quatro patas que teria vivido no território onde atualmente fica o Brasil quando ainda existia o supercontinente Gondwana, integrante da parte sul da Pangea.
A serpente do Éden tinha patas (e a ciência confirma)
Achado surpreendente (e bíblico!)
A revista Science desta quinta feira publicou um artigo sobre o fóssil de uma serpente de quatro patas, o que chamou a atenção de muita gente, especialmente dos que conhecem bem o relato bíblico da criação e da queda do ser humano. O fóssil, encontrado na Formação Crato, na Bacia do Araripe, interior do Ceará, está circundado por fezes de peixes igualmente fossilizadas, o que sugere que o animal morreu soterrado por água e lama. Segundo os pesquisadores, essa cobra de quatro patas vivia no supercontinente Gondwana, integrante da parte sul da Pangea. É bom lembrar que o livro do Gênesis descreve a serpente como um ser que, depois do pecado, passou a rastejar. Portanto, antes disso, ela se locomovia de outra forma. Não seria esse fóssil um remanescente daqueles seres primordiais quadrúpedes que teria sido preservado sob uma grande inundação? Infelizmente, muitos cientistas ainda consideram a história bíblica um mito. No artigo abaixo, o colaborador Everton Alves detalha o assunto [MB]:

A teoria da evolução explica que as cobras evoluíram dos lagartos. Ao longo de milhões de anos, elas teriam perdido as patas porque estas começaram a crescer de forma mais lenta ou por um período de tempo mais curto.[1] Segundo os evolucionistas, ambos, cobras e lagartos, caminhavam em terra e nadavam no oceano (origem marinha).

As patas teriam se tornado cada vez menos úteis à medida que a cobra ia evoluindo. Para fazer essa afirmação, pesquisadores analisaram o fóssil de uma cobra designada Eupodophis descouensi.[1] Esse réptil pré-histórico teria vivido durante o período Cretáceo (correspondente ao período bíblico diluviano), no lugar que hoje é conhecido como Líbano.

Mas ainda não há consenso. Muitas questões ainda deixam os pesquisadores confusos: Por que as cobras atuais não têm patas? Em que fase da evolução elas teriam perdido os membros? Alguns pesquisadores afirmaram que as cobras nunca perderam seus membros. Ao invés disso, teriam sido os mamíferos e as aves que ganharam os membros de forma independente.[2]

Em 2015, a descoberta do primeiro fóssil de uma cobra com quatro patas (origem terrestre) já encontrada está forçando os cientistas a repensar a forma como as cobras teriam evoluído de lagartos.[3] O fóssil de Tetrapodophis amplectus, nome científico da cobra, foi encontrado décadas atrás no Nordeste do Brasil, mas demorou bastante tempo até que os cientistas descobrissem as patas – até porque o material estava em uma coleção particular. O fóssil foi datado da época do Cretáceo inferior (aptiano), de supostos 113-125 milhões de anos atrás (correspondente ao período bíblico diluviano).

Embora os pesquisadores já o estejam considerando um elo de transição entre cobras e lagartos, existe outra hipótese que sequer foi levantada. A Bíblia menciona que no Jardim do Éden havia uma cobra com origem terrestre que possuía patas (ou asas) e esta persuadiu Eva a comer do fruto proibido. Diante do que a cobra (na verdade um médium utilizado pelo anjo caído) havia feito, Deus a amaldiçoou, conforme mencionado em Gênesis 3:14: “Por causa do que você fez você será castigada. Entre todos os animais só você receberá esta maldição: de hoje em diante você vai andar se arrastando pelo chão e vai comer o pó da terra.”

A Bíblia não fornece detalhes sobre a quantidade de espécies de cobras que tinham patas nem o tempo que levou para que elas perdessem as patas e passassem a rastejar. Todavia, os achados podem, sim, estar relacionados à descoberta de espécies primitivas de cobras que possuíam patas e que perfaziam a fauna original da criação.

(Everton Fernando Alves é mestre em Ciências da Saúde pela UEM e diretor de ensino do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira. 

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Encontrado manuscrito mais antigo do Novo Testamento

Fragmento estava em máscara de uma múmia
Encontrado manuscrito mais antigo do Novo testamentoEncontrado manuscrito mais antigo do Novo testamento
Cientistas encontraram a cópia mais antiga de um Evangelho dentro de uma tumba egípcia. O fragmento em papiro do Evangelho de Marcos fazia parte da máscara de uma múmia e foi achada três anos atrás. Porém, somente agora conseguiram comprovar que é autêntico. Trata-se de uma dentre as centenas de documentos analisadas pela equipe de Craig Evans, doutor em Estudos Bíblicos, ligado à Universidade Evangelista de Acadia, no Canadá.
O grupo comandado por Evans reúne mais de 30 especialistas. Oficialmente, este é o manuscrito do Novo Testamento mais antigo de que se tem conhecimento. Testes indicam que ele foi escrito entre o ano 80 e 90 d.C. Até recentemente, as cópias mais antigas eram do segundo século depois de Cristo. A datação do material é realizada utilizando-se o isótopo carbono-14.
O papiro era um material muito caro na época e alguém reutilizou o material na confecção da máscara funerária provavelmente sem saber do que se tratava. Segundo a tradição, o evangelista Marcos escreveu seu evangelho em Roma, seguindo o relato do apóstolo Pedro.
Como essa cópia chegou ao Egito? “No antigo Império Romano, o correio tinha a mesma velocidade de hoje em dia. Uma carta escrita em Roma poderia chegar a um destinatário no Egito poucas semanas depois. Marcos escreveu seu evangelho no final da década de 60 d.C. Logo, seria possível encontrar uma cópia dele no Egito 20 anos depois”, esclarece Evans.
O especialista relata inda que as máscaras funerárias de papiro eram comuns entre a população mais pobre, nada tendo a ver com as luxuosas máscaras de ouro dos faraós. Usando uma técnica delicada, eles eliminam as camadas de tinta, dissolvem a tinta para então ler o conteúdo do material, mesmo após milhares de anos.
“Estamos recuperando vários documentos antigos, do primeiro, do segundo e do terceiro século depois de Cristo. Não apenas documentos bíblicos. Há também textos gregos clássicos ou cartas pessoais”,asseverou ele ao site LiveScience. O que diz o trecho recuperado somente será revelado quando todas as descobertas forem publicadas em uma revista especializada, o que deve ocorrer nos próximos meses.
Um dos principais debates entre os especialistas é que o fragmento poderá mostrar se houve algum tipo de alteração nos fragmentos do Evangelho de Marcos datados de séculos posteriores. Como papiro dura muito tempo, os cientistas acreditam que “um escriba podia fazer uma cópia de um texto no terceiro século tendo à sua disposição (os) originais do primeiro século, ou cópias do primeiro século, ou ainda cópias do segundo século”.


terça-feira, 21 de junho de 2016

Descobertas novas evidências arqueológicas sobre Sansão

 



Luta bíblica de Sansão contra um leão é comprovada por escavação

O professor Shlomo Bunimovitz e o doutor Zvi Lederman, da Universidade de Tel Aviv, coordenam uma equipe que está escavando o “tel” de Beit Shemesh, nos colinas da Judeia, próximo a Jerusalém. Eles encontraram um pequeno “selo” de pedra circular, com menos de uma polegada de diâmetro, que retrata um homem com cabelo comprido lutando contra uma figura felina.

O artefato foi encontrado perto do rio Sorekm, que servia como a antiga fronteira entre Israel e os territórios filisteus. A datação aponta para o século 11 a.C., o que coincide com a data bíblica onde governavam os “juízes”, um dos quais era Sansão, de acordo com a Bíblia.

O jornal israelense Haaretz divulgou que alguns arqueólogos israelenses especulam que o selo não representa o Sansão bíblico, mas trata-se da história de um herói local que lutou com um leão e, mais tarde, foi associado ao relato da Bíblia sobre Sansão. Porém, os mais conservadores não veem discrepância entre o relato bíblico e a descoberta.

Esse grupo de arqueólogos também está fazendo uma pesquisa nesta região sobre as diferenças claras entre os filisteus, que atravessaram o Mar Egeu, os primeiros cananeus e os judeus.

Um dos elementos marcantes é que foi encontrada uma grande quantidade de ossos de porco no território dos filisteus, mas não havia vestígios deste animal no território israelense. Isso mostra que os habitantes locais optavam por não comer carne de porco, conforme os costumes bíblicos indicam.

Esses tipos de detalhes, disse Bunimovitz ao Haaretz, “estabelecem uma fronteira clara no processo social em que dois grupos hostis tiveram suas identidades formadas de maneira distintas, e como isso influencia suas fronteiras ainda hoje”.

No início de julho, uma expedição de arqueólogos norte-americanos encontrou o que acreditam ser uma imagem de Sansão em um mosaico na parede de uma sinagoga em Huqoq. Essa antiga aldeia judaica fica a poucos quilômetros a oeste de Cafarnaum, na Galileia.

“Esta descoberta é significativa porque um pequeno número de sinagogas antigas são decoradas com mosaicos que mostram cenas bíblicas. Apenas dois outros locais têm cenas com Sansão”, explicou em um comunicado Jodi Magness, da Universidade da Carolina do Norte, co-participante da escavação



segunda-feira, 28 de março de 2016

PROFECIA DE APOCALÍPSE 16: 12-16 ESTÁ SE CUMPRINDO

PROFECIA DE APOCALÍPSE 16: 12-16
Além de trazer ensinamentos práticos para o cotidiano, promessas e relatos impressionantes de fé e coragem, a Bíblia contém diversas profecias que, ao longo dos tempos, têm se cumprido e confirmado a veracidade do que está escrito. Em 2009, uma reportagem feita pelo “The New York Times”, um dos mais importantes jornais dos Estados Unidos, mostrou que o Rio Eufrates está sofrendo gravemente com a seca e poderá desaparecer do Iraque.



O Eufrates, que é citado pela primeira vez na Bíblia no livro de Gênesis, era um dos quatro rios que irrigavam o Jardim do Éden (Gn 2.10-14). Além disso, ele foi de suma importância para o desenvolvimento da civilização mesopotâmica, conhecida por ser um dos berços da civilização humana e onde hoje está localizado o território do Iraque. Em função das extensas áreas férteis próximas aos rios, diversos grupos se estabeleceram no local a fim de se beneficiar da água, pesca, alimentação e transporte.


Consequências da seca


O livro do Apocalipse, redigido pelo apóstolo João, enquanto estava exilado na Ilha de Patmos devido à perseguição imposta pelo imperador romano aos cristãos, foi um dos últimos a serem escritos, em 95 d.C. Considerado um dos mais enigmáticos, pelas inúmeras figuras de linguagem utilizadas, o Apocalipse traz importantes revelações aos cristãos de todo o mundo.

Em uma delas, o apóstolo relata a situação futura do Rio Eufrates, que, segundo a profecia, irá secar. 

“Derramou o sexto anjo a sua taça sobre o grande Rio Eufrates, cujas águas secaram, para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do lado do nascimento do sol.” (Apocalipse 16.12)

De acordo com análises feitas por especialistas, três fatores cooperaram para a seca do Rio Eufrates: uso incorreto das águas fluviais pelos agricultores, perdas ambientais nas proximidades do rio e políticas inadequadas do uso do potencial hídrico por parte dos governos turco e sírio.

Como consequência da seca, muitos fazendeiros saíram das proximidades do Eufrates em busca de trabalho em outras regiões. Onde antes havia plantações de arroz, cevada e tâmaras, hoje há terras áridas.

Na reportagem feita pelo jornal americano, a iraquiana Bashia Mohammed, de 60 anos, passou a trabalhar em uma piscina de drenagem ao lado da estrada, colhendo sal, uma vez que a plantação de arroz secou.

“Não há água do rio para bebermos. Agora está totalmente seco e contém água de esgoto. Eles cavam poços, mas às vezes a água simplesmente é cortada e temos que beber do rio. Todos os meus filhos estão doentes por causa da água”, disse Bashia, referindo-se ao canal que flui do Eufrates.

Já o agricultor Hashem Hilead Shehi, de 73 anos, acredita que os próximos invernos serão a última chance. “Se não conseguirmos plantar, então todas as famílias terão que partir”, afirmou.

Os governos turco e sírio são considerados os principais culpados pela atual situação do rio. Há sete represas no Eufrates na Turquia e na Síria, e, de acordo com as autoridades iraquianas, não há nenhum tipo de tratado para a gestão das águas.


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

AS EVIDÊNCIAS DO ÊXODO

Resultado de imagem para ARQUEOLOGIA DA BIBLIA


A historia do Êxodo está no âmago do Cristianismo, Judaísmo e do Islamismo. Por milhares de anos os fiéis a trataram como um fato histórico. Mas nas ultimas décadas os estudiosos a tem chamado de “conto de fadas”.
Mas nesta matéria nos empenhamos a responder a uma pergunta de três mil anos.
O Êxodo é fato ou ficção?

 É importante lembrar que a Bíblia não precisa da ciência para ser comprovada, nem tão pouco nossa fé está firmada em fatos que vemos ou podemos reproduzir em um laboratório qualquer, se esperarmos conhecer a Deus através de coisas que podemos provar cientificamente nunca o faremos, pois Deus se revela de forma espiritual. O mesmo ocorre quando tentamos trazer os fatos narrados na Bíblia para dentro do nosso raciocínio lógico, simplesmente percebemos que estes fatos não se encaixam com nossa realidade, justamente por que são ações divinas e não humanas.

Alguém consegue explicar fogo e gelo descendo do céu ao mesmo tempo? Podemos do ponto de vista lógico entender um rio imenso como o Nilo se transformando em sangue repentinamente apenas pelo toque de um cajado? Ou mesmo aceitar que o Mar se abriu para que um povo passasse tranquilamente a pés enxutos?

Mesmo tendo infinitas provas de que fatos como estes ocorreram exatamente como estão escritos ainda é necessário fé para aceita-los como obras das mãos de um Deus vivo e não só fenômenos da natureza.

Mas para aqueles que ainda questionam, ou querem provar que a Bíblia é apenas um conto de fadas, levantamos aqui provas consistentes da veracidade da mesma.

Alguns até tentam explicar os fatos ocorridos durante o Êxodo do povo de Israel do Egito.

Há cientistas que afirmam que foi tudo uma serie de coincidências, que os homens da época interpretavam o que não podiam entender como uma ação de um ser superior, mas não devemos subestimar estes povos antigos, pois muito da sua herança cultural ainda permanece para nós como um grande enigma, como as pirâmides e zigurates.

Queremos lembrar ao leitor que muitos cientistas apresentam suposições e probabilidades do que teria acontecido e muitos afirmam categoricamente que tais fatos nem ao menos chegaram a acontecer, mas é preferível crer em provas do que em suposições.

O jornal Discovery Times publicou em março de 2000, uma matéria que levantou vários debates no cenário arqueológico mundial, pena que tais artigos não cheguem a ser notificados pela mídia brasileira.

Trata-se mais uma vez das descobertas do arqueólogo Ronald Wyatt. Arqueólogo amador, contestado, criticado e perseguido por muitos, mas homem de muita estima de autoridades no oriente, pois nenhum arqueólogo ocidental parece ter conseguido espaço para explorar aquela região, tal como fez o Sr. Wyatt. O jornal Discovery Times reportou os achados que incluem vários artefatos antigos como restos de carruagens, rodas e até ossos humanos. Também foram encontrados novos sítios arqueológicos com inscrições antigas datadas da época de Moisés e rotas de peregrinação do povo de Israel.
Provas realmente impossíveis de serem invalidadas. 

Antes de relatarmos as descobertas do Sr. Ron Wyatt, é importante salientar que ultimamente muitas provas da passagem do povo Hebreu pelo Egito tem surgido e muitas narrativas dos acontecimentos descritos outrora somente na Bíblia tem sido considerados como verdadeiros, devido ao aparecimento destas provas encontradas em escritos de outras culturas. 
As narrativas do êxodo do povo Hebreu, eram interpretadas por muitos arqueólogos como sendo apenas uma lenda inventada durante o exílio deste povo na Babilônia. 
Segundo alguns historiadores do nosso tempo a historia dos Hebreus é bem mais nova do que se presume e personagens como Moisés, José, e até mesmo o grande rei Davi, foram apenas uma invenção moral para manter o povo Hebreu com sua estima mais elevada durante os anos de cativeiro e escravidão na Babilônia. 
No entanto existem provas que contrariam tais visões pois foram descobertas referencias históricas sobre a escravidão dos Hebreus, sua fuga do Egito e também as dez pragas que ocorreram nesta época. 
Em 1947 o arqueólogo Henri Chavrier achou parte de um monumento, ou Estela quebrado, datado da época do faraó Ahmose por volta do ano de 1500 antes da era comum. Por incrível que possa parecer o monumento estava coberto de inscrições hieroglíficas que espelham a narrativa bíblica. 
Ela relata uma grande catástrofe ocorrida no Egito, envolvendo chuvas trovões e relâmpagos. Este tipo de tempestades são muito raras no nordeste da África pois é uma região muito seca. Isso é um fator muito interessante pois a narrativa bíblica sobre as pragas do Egito também enfatiza fatores climáticos e agora encontramos este artefato da mesma época narrando um acontecimento tão similar.
A Estela de Ahmose menciona tempestade. A Bíblia também fala sobre tempestades no tempo das dez pragas.
A Estela menciona que o Egito foi envolto por uma repentina e terrível escuridão. A Bíblia menciona exatamente a mesma coisa.
Mas um dos detalhes mais importantes é o fato da Estela afirmar algo muito peculiar. Esta descrito que embora os egípcios adorassem vários deuses a escuridão e a tempestade se deram quando "Deus", no singular, manifestou seu poder.
A Estela de Ahmose trouxe a lume uma teoria interessante a respeito do tempo do Êxodo e dos personagens envolvidos neste acontecimento.
A Bíblia não menciona o nome do faraó do tempo de Moisés. Mas se levarmos em consideração o que está escrito na Estela podemos concluir obviamente que este homem não poderia ser outro senão o próprio faraó Ahmose.
Algumas probabilidades de o faraó Ahmose ser o faraó da Bíblia: 
1 - Ahmose quer dizer "A lua nasceu". É possível que o pai de Ahmose tenha escolhido este nome por ser um jogo de palavras pois em Hebraico Ahamose significa "Irmão de Moisés" é possível também que o pai do faraó tenha se lembrado do príncipe egípcio com que crescera e por isso teria colocado este nome em seu filho.
2 - Na historia o faraó Ahmose é famoso por expulsar um povo estrangeiro do Egito. Por volta de 1550 antes da Era comum o Egito era governado por pessoas que os antigos chamavam de Hicsos. A historia egípcia afirma claramente que os Hicsos que governavam Avaris eram semitas como os israelitas e que partiram em massa em um êxodo conhecido como: "A expulsão dos Hicsos".
3 - A Bíblia conta a história do povo de Israel deixando o Egito e indo para o leste. Na mesma época independente da Biblia nós temos a historia dos Hicsos sendo expulsos do Egito. É possível que estas historias estejam descrevendo um mesmo fato só que de pontos de vista diferentes.
4 - A maioria dos peritos data o Êxodo em 1270 antes da Era comum durante o reinado de Ramsés II. Mas hoje alguns estão abandonando esta idéia pois a Bíblia nos da informações que podem situar o Êxodo no 480° ano antes do reinado de Salomão, no meio do século 15 antes da Era comum. Isso colocaria os acontecimentos do Êxodo para 1.470 anos antes da Era comum a menos de 100 anos da data tradicional da expulsão dos Hicsos. Perto demais para ser coincidência 
Sabemos pela Bíblia que os Israelitas chegaram ao Egito cerca de 200 anos antes do Êxodo.
No hebraico original a Bíblia chama os Israelitas de "Povo de Deus" ou "Amo Israel" e se o Êxodo realmente aconteceu devem haver provas da chegada deste "Amo Israel" no Egito por volta de 1.700 antes da Era comum
A 400 km ao sul de Avaris, fica a tumba de Beni Hassan ela data de 1.700 antes da era comum e há nela pinturas nas paredes perfeitamente preservadas que registram uma migração antiga para o Egito da região atual de Israel.
Como na Bíblia ela envolve semitas barbudos sobre mulas levando famílias e rebanhos para o Egito. Como os Israelitas bíblicos eles usavam túnicas coloridas. A inscrição hieroglífica nas paredes chama este povo de "Amu" ou "O povo de Deus"

Os Israelitas teriam vindo ao Egito a pedido de José que alcançara um dos mais altos cargos no governo daquela terra.
José era conhecido como filho de "Yakov" ou seja Jacó. E ele se tornou tão poderoso que usava no dedo o selo da autoridade real.
Varias escavações arqueológicas foram feitas em Avaris á procura de indícios da presença de Israelitas e mesmo de José no Egito e por incrível que pareça o selo real foi encontrado precisamente no local mais provável.
Foram achado não só um, mais sim nove selos de autoridade real, que teriam pertencido a família ou a oficiais da corte de José. Nos selos estão escritos os nomes "Yakov pai de José" que não são nem de longe nomes Egípcios mais sim nomes bíblicos da tradição judaica. Foi a única vez na história que nomes hebraicos apareceram em selos egípcios. Isso valida a narrativa bíblica e liga Avaris á Bíblia

A figura n° 115 (imagem abaixo) da publicação The Ancient Near East in Pictures (Pritchard) Uma outra figura egípcia mostra inscrições sobre o trabalho escravo no Egito (século XV A.C.) na fabricação de tijolos e na construção (Êxodo 1.11-14). Alguns textos egípcios mencionam cotas de tijolo e uma falta de palha, como esta escrito na Bíblia em Êxodo 5.6-19.

Há sinais das pragas nas ruínas da antiga cidade de Avaris e no chamado "papiro de Ipuwer" encontrado no Egito no início do último século, levado para o Museu Arqueológico Nacional em Leiden na Holanda sendo decifrado por A.H. Gardiner em 1909. O papiro completo está no Livro das Advertências de um egípcio chamado Ipuwer. Este descreve motins violentos no Egito, fome, seca, fuga de escravos com as riquezas dos egípcios e morte ao longo da sua terra. Pela descrição ele foi testemunha de pragas como as do Êxodo. A tabela abaixo 
compara os relatos de Ipuwer e Moisés:

A passagem do povo Hebreu pelo Egito também é fundamentada pelas descobertas feitas na parte ocidental do Nilo onde a Universidade do Instituto Oriental de Chicago estava fazendo escavações em Medinet Habu, área do sul da necrópole de Tebas. Arqueólogos descobriram evidências de algumas cabanas semelhantes às casas de 4 quartos predominantes na Palestina durante toda a Idade do Ferro (1200-586 A.C.). 

Alguns famosos e conceituados historiadores da antiguidade também relataram a passagem dos hebreus pelo Egito: 
Flavio Josefo, historiador judeu do 1° século D.C., em sua obra Josefo Contra Apion - I, 26, 27, 32 menciona dois sacerdotes egípcios: Maneto e Queremon que em suas histórias sobre o Egito nomearam José e Moisés como líderes dos hebreus. Também confirmaram que migraram para a "Síria sulista", nome egípcio da Palestina.

Diodoro Siculo, historiador grego da Sicília (aproximadamente 80 a 15A.C.) escreveu que "antigamente ocorreu uma grande pestilência no Egito, e muitos designaram a causa disto a Deus que estava ofendido com eles porque havia muitos estranhos na terra, por quem foram empregados rito estrangeiros e cerimônias de adoração ao seu Deus. Os egípcios concluíram então, que a menos que todos os estranhos se retirassem do país, nunca se livrariam das misérias".
Herodoto, historiador grego intitulado o Pai da História, escreveu o livro "Polymnia". Na seção c.89 escreve: "Essas pessoas (hebreus), por conta própria, habitaram as costas do Mar Vermelho, mas migraram para as partes marítimas da Síria, tudo que é distrito, até onde o Egito, é denominado Palestina". São localizadas as costas do Mar Vermelho, em parte, hoje o Egito, enquanto são localizadas as partes marítimas da Síria antiga, em parte, o atual Estado de Israel.
As descobertas de Ronald Wyatt
Em 1984, R. Wyatt, fotografou e filmou as regiões de Midiã na Arábia, levantando provas e evidências da verdadeira rota dos hebreus. Muitos documentos e até mesmo nossas bíblias modernas trazem mapas apontando uma outra rota possível para os reais itinerários do povo de Israel, contudo carecem de comprovação arqueológica
Mesmo sem haverem provas concretas algumas regiões no Egito foram tradicionalmente aceitas por judeus e cristãos como sendo a rota do Êxodo. Um Monastério foi construído pelo Imperador Justiniano em 527 DC que determinou a localização do Monte Sinai. Anteriormente já havia sido construída uma igreja neste local pela mãe do Imperador Constantino.

Mas esse pequeno vale não tem espaço para acomodar mais de 2 milhões de hebreus com seus animais e objetos. Em Êxodo 3.12, o verdadeiro monte fica em Midiã na Arábia, onde Moisés pastoreava para seu sogro. Região que foi primordialmente alvo das pesquisas do Sr. R. Wyatt e sua equipe.
A Rota proposta por Wyatt.
O que anteriormente se presumia era que a travessia do povo no Mar Vermelho teria ocorrido no Mar de Juncos (Lagos Amargos) onde hoje é o conhecido Canal de Suez. Mas o local onde podem ser obtidos mais indícios da travessia é a praia de Nuweiba no Golfo de Áqaba, a única praia no Mar Vermelho suficientemente grande para a quantidade dos hebreus do Êxodo (cerca de 2 milhões). Para alcançar essa praia o povo teria caminhado mais de 300km sem fazer pausas e com alimento apenas para 7 dias (Êxodo 13.6-8).
A baixo vista aérea da praia (cidade de Nuweiba).

Uma base forte para também se acreditar que a travessia foi realizada neste local é o fato de ter sido detectado através de mapeamento topográfico a existência de um platô de 100 mts de profundidade e 900 mts de largura com rochas agrupadas em linhas nas bordas formando uma espécie de ponte que se estende por aproximadamente 18 km da costa egípcia até a costa árabe. o que teria levado em torno de seis horas para o povo ter percorrido esta distancia. 

Há também um provável local onde os egípcios avistaram o povo hebreu às margens do Mar Vermelho (Êxodo 14.9-10).

Esta passagem é o único meio de chegar até a praia.

Alem das teorias do Sr. R. Wyatt. já demonstrarem ter uma maior consistência do que as que antes foram estabelecidas por outros pesquisadores. O que vem a validar mais fortemente as suas idéias é o fato de que duas colunas idênticas foram encontradas às margens do Mar Vermelho. Ambas trazendo inscrições antigas em hebraico.

A primeira coluna foi encontrada no lado egípcio (Nuweiba) em 1978 com inscrições em hebraico ilegíveis pela erosão.
Em 1984 no lado árabe (Midiã), foi encontrada a segunda coluna tem a mesma inscrição da primeira, é legível as palavras: Egito; Salomão; Edom; morte; faraó; Moisés; e Yahuh significando o milagre da travessia do Mar Vermelho por Moisés e que foi erigida por Salomão, em honra a Yahuh. Há uma referência em Isaías 19.19 que pode estar se referindo a coluna do lado egípcio.


Tendo em vista todas estas descobertas os arqueólogos agora estavam convencidos que a travessia do Mar Vermelho teria ocorrido exatamente neste local devido ao numero grandioso de probabilidades, e o fato de existirem estas duas colunas de um lado a outro do mar traçando assim uma linha reta.
As colunas teriam sido erigidas pelo rei Salomão que em sua época possuía o controle dos mares e tinha autoridade nestas regiões. Mas ainda faltavam provas mais conclusivas que pudessem dar as narrativas bíblicas a veracidade que necessitavam, para provar aos incrédulos que tudo ocorrera da forma que a Bíblia descreveu.
Que a Bíblia tinha razão em afirmar que o povo Hebreu foi escravo no Egito, isso hoje é um fato. Que as pragas teriam ocorrido, disso também encontramos bases. Mas e quanto a abertura do Mar Vermelho?
Era exatamente esta a pergunta que Ron queria responder. Então tendo por base as duas colunas traçou-se uma rota de mergulho que esperava-se que revelaria indícios de uma travessia de uma grande multidão naquele local. E também teriam que ser encontradas provas de que pessoas teriam sido mortas quando o mar se fechou. 
Curiosamente foi exatamente isso que os mergulhadores encontraram. Indícios mais do que suficiente para comprovarem que os textos bíblicos eram exatos. Em profundidades de mergulho até 60m, a partir de 1978 feitos por Wyatt, foram encontrados artefatos, como ossos, cascos, rodas, restos dos carros egípcios entre outros objetos.

O material encontrado estava incrustado nos corais que haviam crescido com o passar dos anos, no entanto foram usados detectores de metais e foi possível perceber que além do que foi trazido a superfície ainda havia muitos objetos fossilizados nos corais, provavelmente pedaços de carruagens egípcias.
Pode-se notar várias costelas humanas fossilizadas nos corais formando um emaranhado de ossos. 
Emaranhado de costelas e ossos humanos nos corais
Eixos de carruagens. Detectores de metal indicaram presença forte de minerais de ferro.
Rodas fossilizadas nos corais. devido as rodas serem folheadas de metal não foram consumidas facilmente embora bastante desgastadas ainda mostra o formato que tinham.

Tambem foram encontradas rodas recobertas de materiais nobres como ouro e prata. Estas estavam em melhor estado de concervção devido a maior resistência destes metais nobres. Provavelmente tenham pertencido as carruagens dos oficiais escolhido de Faraó,provavelmente capitães.


Retirando os corais de uma das rodas nota-se a ausência de um dos raios. A Bíblia menciona que os carros de Faraó quebravam quando os soldados perseguiam o povo Hebreu, pois Deus fazia isso para que não os pudessem alcançar. As rodas são semelhante às usadas na época da 18a dinastia (1540-1515 AC). 

Foto de um carro egípcio da época. Era da 18a dinastia dos faraós e é notável a semelhança com as rodas encontradas no mar