quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Jesus teve irmãos e irmãs?




Pergunta: "Jesus teve irmãos e irmãs?"

Resposta:
Os irmãos de Jesus são mencionados em vários versículos da Bíblia. Mateus 12:46, Lucas 8:19 e Marcos 3:31 dizem que a mãe de Jesus e seus irmãos vieram vê-lO. A Bíblia nos diz que Jesus tinha quatro irmãos: Tiago, José, Simão e Judas (Mateus 13:55). A Bíblia também nos diz que Jesus tinha irmãs, mas não sabemos seus nomes ou a quantidade (Mateus 13:56). Em João 7:1-10, Seus irmãos vão para o festival, mas Jesus não vai com eles. Atos 1:14 descreve Seus irmãos e mãe orando com os discípulos. Depois, Gálatas 1:19 menciona que Tiago era irmão de Jesus. A conclusão mais natural dessas passagens é interpretar que Jesus tinha irmãos e irmãs sanguíneos.

Alguns Católicos Romanos acreditam que esses “irmãos” eram na verdade primos de Jesus. No entanto, em cada exemplo, a palavra grega específica para “irmão” é usada. Embora a palavra possa se referir a outros parentes, o seu significado normal e natural é irmão físico. Havia uma palavra grega para primo, mas ela nunca foi usada. Além disso, se eles fossem primos de Jesus, por que eles estariam tão frequentemente com Maria, a mãe de Jesus? Não há nada no contexto de Sua mãe e irmãos vindo visitá-lO que daria qualquer impressão de que não fossem os Seus meio-irmãos, de forma literal e do mesmo sangue.

Um segundo argumento da igreja Católica Romana é que os irmãos e irmãs de Jesus eram filhos de José de um casamento anterior, antes de casar-se com Maria. Uma teoria sobre José tem sido inventada, mas ela não tem qualquer suporte bíblico. Essa teoria acredita que ele era significantemente mais velho que Maria, tinha se casado anteriormente, tido vários filhos e ficado viúvo antes de se casar com Maria. No entanto, novamente, o problema com essa teoria é que a Bíblia não dá nenhuma impressão de que José tivera uma outra esposa antes de casar-se com Maria. Se José já tivesse pelo menos seis filhos antes de se casar com Maria, por que eles não são mencionados na sua viagem com Maria a Belém (Lucas 2:4-7), ou na sua viagem ao Egito (Mateus 2:13-15), ou na sua viagem de volta para Nazaré (Mateus 2:20-23)?

A Bíblia não nos dá nenhum motivo para acreditarmos que esses irmãos e irmãs não fossem verdadeiros filhos de José e Maria. Aqueles que se opõem à ideia de que Jesus tinha meio-irmãos e meio-irmãs fazem isso, não por sua leitura da Bíblia, mas por um conceito pré-concebido da virgindade perpétua de Maria, que é em si mesmo uma crença completamente contrária ao que a Bíblia ensina: "Contudo, não a conheceu, ENQUANTO ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus" (Mateus 1:25). Jesus tinha meio-irmãos e meio-irmãs que eram filhos de José e Maria. Esse é o ensinamento claro e firme da Palavra de Deus.

domingo, 16 de junho de 2013


A história de um dizimista fiel

E a pedra que erigi por coluna, será a casa de Deus; e de tudo quanto me concederes, certamente eu Te darei o dízimo. Gên. 28:22.

Muitos anos atrás, quando o fabricante de doces John Huyler fundou a sua empresa, ele adotou como sua a promessa de Jacó. Indo ao banco, abriu uma conta que identificou com as iniciais "M.S." Depositava regularmente naquela conta um décimo de sua renda. Quando lhe perguntavam o significado daquelas iniciais, Huyler respondia: "Meu Sócio."Dando a Deus o primeiro lugar em suas transações comerciais, foi abençoado por Deus e sua fábrica prosperou de modo fenomenal. Toda semana, a obra do Senhor recebia quantias cada vez maiores de dinheiro. O valor dessas doações ficou tão grande, que espantou os sócios da empresa.O interessante é que essas contribuições iam sempre acompanhadas por um pedido de que não se fizessem agradecimentos ao doador, mas que o beneficiário louvasse a Deus somente. "Afinal de contas", dizia Huyler, "o dinheiro não é meu; é do Senhor."A maioria das pessoas já comeu aveia Quaker em alguma oportunidade, mas poucos sabem quem fundou a empresa ou conhecem a história de sua prosperidade.Há mais de cem anos, Henry P. Crowell contraiu tuberculose e ficou sabendo que nunca concretizaria sua ambição de tornar-se pregador. Depois de ouvir um sermão de Dwight L. Moody, ele orou: "Senhor, não posso ser pregador, mas posso ser um bom comerciante. Se me permitires ganhar dinheiro, eu o usarei para Teu serviço."Um médico aconselhou o jovem Crowell a trabalhar ao ar livre. Ele seguiu o conselho e, depois de sete anos, reconquistara a saúde. Comprou então o pequeno e desmantelado moinho Quaker, em Ravenna, Estado de Ohio, EUA. O empreendimento prosperou e, leal à sua promessa, Crowell devolveu fielmente o dízimo. Dentro de dez anos, a Aveia Quaker era um nome conhecido. Durante os 40 anos seguintes, Crowell deu 60 a 70 por cento de sua renda para a causa de Deus!Poderiam ser citados outros exemplos dos benefícios de um dízimo fiel. Mas as grandes vantagens para aqueles que devolvem o dízimo e contribuem com ofertas generosas, não são benefícios materiais, mas bênçãos espirituais.Não 10, Mas 100 por Cento - e Mais AindaPorque quem sou eu, e quem é o meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas coisas? Porque tudo vem de Ti, e das Tuas mãos To damos. I Crôn. 29:14.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Eu sou Dizimista!

                                

BIOGRAFIAS
William Colgate (1783-1857)


O leitor provavelmente tem em sua casa ou, pelo menos, já ouviu falar do creme dental Colgate. O dentifrício é apenas um dos produtos das indústria, hoje denominada Colgate-Palmolive, cuja história remonta a 1806, nos Estados Unidos.
William Colgate (1783-1857), filho de uma família de imigrantes ingleses, residentes no interior dos EUA, era ainda muito jovem quando foi tentar a vida em Nova Iorque. Criado em um lar protestante, já conhecia as Escrituras, mas foi longe de casa que as palavras de Jacó, registradas no texto de Gênesis 28:20-22, calaram fundo em seu coração. Decidido a colocar Deus em primeiro lugar em sua vida, fez um voto semelhante ao do patriarca bíblico e prometeu que daria ao Senhor o dízimo de cada dólar que conseguisse ganhar, quando começou a trabalhar em uma pequena manufatura de sabão.

Dois anos depois, William Colgate decidiu começar um negócio próprio, fabricando velas e sabões. À época, esses produtos eram tradicionalmente feitos em casa, para consumo próprio, mas o jovem estava determinado a apostar nesse mercado, ainda que incipiente, e foi em frente. Apostando na qualidade de suas mercadorias e nos preços acessíveis aos consumidores em geral, em poucos anos já estava produzindo além de sabões, outros artigos para higiene pessoal.

Sempre fiel nos dízimos, com o crescimento da empresa, mandou que seu contador abrisse o que chamou de “conta do Senhor”, para onde deveriam ser destinados rigorosamente 10% de todo o faturamento da empresa. Conforme os negócios prosperavam, ele passou a creditar naquela “conta” 20% do faturamento, depois 30%, 40%, e, por fim, 50% dos lucros de sua empresa eram dedicados ao Senhor e à Sua Obra.

Instituições evangélicas – principalmente agências missionárias, além de universidades e seminários teológicos norte-americanos – foram grandemente beneficiadas pelo diácono William Colgate, como era conhecido. A prosperidade jamais abandonou, e ele era conhecido como um dos homens mais ricos de Nova Iorque no século 19.

Depois de sua morte, seus filhos, também cristãos fiéis, continuaram a ofertar liberalmente para a obra. Hoje, 200 anos depois, o empreendimento iniciado por ele, embora já não siga os mesmos princípios, continua a existir, e seu exemplo de vida tornou-se uma fonte inspiradora para cristãos de todo o mundo. 

Eu sou Dizimista!

O primeiro bilionário dos EUA disse uma vez numa entrevista:
“Sim, eu dou o dízimo, e gostaria de lhe contar como tudo começou.
Desde criança eu tive que começar a trabalhar para ajudar a minha mãe. Meu primeiro salário era 1,50 dólares por semana.
Depois da primeira semana de trabalho, cheguei em casa com 1,50. Minha mãe, colocando o dinheiro no seu colo, disse-me que ela ficaria muito feliz se eu desse a décima parte daquele dinheiro para o Senhor.
Eu o fiz e, a partir daquela semana, até hoje eu tenho dizimado cada dólar que Deus me confiou.
E eu quero dizer, se eu não tivesse dado o dízimo do primeiro dólar que eu ganhei eu não teria dado o dízimo do primeiro milhão de dólares que eu ganhei. 
Diga aos seus leitores que ensinem as crianças a dar o dízimo, e eles vão crescer e ser administradores fiéis do Senhor.”
Ele começou a dar o dízimo ainda quando criança, e se tornou um dos homens mais ricos da história da humanidade através da indústria do petróleo. Ele veio de uma família pobre, e de um pai ausente. Mas a sua mãe o ensinou a lançar uma raiz de fidelidade que, ainda hoje, traz prosperidade para a família Rockefeller (a fortuna dele, em 1937, quando morreu, era de 760 bilhões de dólares. Ajustados para os dias de hoje, isso é mais que 12 vezes a fortuna de Bill Gates).

Ser fiel no pouco é uma prova de caráter. Antes de dar muito a alguém, você prova o caráter daquela pessoa observando o seu comportamento no pouco.
Assim como Deus deu o petróleo para Rockefeller, Ele quer dar fontes de riquezas para os seus filhos. Há muitos tesouros ainda a serem descobertos, ideias milionárias, oportunidades...

Mas, é claro, Deus os dará aos fiéis e diligentes.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Escrito egípcio antigo descreve Jesus como mutante e diz que Pôncio Pilatos esteve na Santa Ceia.

O pior é que existem pessoas que irão acreditar nesta "FÁBULA!"

Escrito egípcio antigo descreve Jesus como mutante e diz que Pôncio Pilatos esteve na Santa Ceia
Um texto egípcio antigo, com mais de 1,2 mil anos, conta uma versão diferente de alguns fatos narrados pela Bíblia, e apresenta Jesus como alguém com capacidade de mudar de aparência, um mutante.
No texto, que só foi decifrado há pouco tempo, Jesus teria celebrado a Santa Ceia com a presença de Pôncio Pilatos, o governante que lavou as mãos e permitiu sua crucificação. Outro dado curioso do texto é que ele assegura que a celebração teria ocorrido na terça-feira, e não na quinta, como diz a tradição.
O pesquisador Roelof van den Broek, que publicou a tradução do texto no livro Pseudo-Cyril of Jerusalem on the Life and the Passion of Christ (em tradução livre, Pseudo Cirilo de Jerusalém sobre a Vida e a Paixão de Cristo) diz ser importante frisar que este relato não pode garantir que os fatos são exatamente estes, embora demonstre que existiram pessoas que acreditavam que essa era a versão correta.
De acordo com o LiveScience, atualmente, sabe-se da existência de duas cópias do mesmo texto, que foi escrito na linguagem copta, que era usada pelo povo egípcio durante o período helenístico e no tempo sob dominação romana. Uma das cópias está na Biblioteca e Museu Morgan em Nova York e a outra no Museu da Universidade da Pensilvânia.
Um trecho do documento relata o encontro secreto de Jesus com Pilatos: “Sem maior tumulto, Pilatos preparou a mesa e comeu com Jesus no quinto dia da semana. E Jesus abençoou Pilatos e toda a sua casa […] (depois, Pilatos disse a Jesus) bem, observe, a noite chegou, levante-se e bata em retirada, e quando a manhã chegar e eles me acusarem por sua causa, eu devo dar a eles o único filho que tenho para que eles possam matá-lo em seu lugar”.
O texto complementa afirmando que Jesus teria agradecido a Pilatos por sua boa vontade, mas recusado a oferta mostrando que teria outros meios para fugir da perseguição dos soldados.
O pesquisador que publicou o livro sobre o tema diz que na Igreja Copta e em outras igrejas da Etiópia, Pilatos é tido como um santo, o que explicaria a forma mais simpática com que ele é descrito nesse texto.
Sobre a mudança de características de Jesus, o texto egípcio diz que as pessoas o viam de formas diferentes: “Então os judeus disseram a Judas: como vamos prendê-lo (Jesus), pois ele não tem uma única forma, sua aparência muda. Às vezes ele é corado, às vezes ele é branco, às vezes ele é vermelho, às vezes ele tem cor de trigo, às vezes ele é pálido como um asceta, às vezes ele é um jovem, às vezes um velho…”. O pesquisador diz que essa descrição corrobora o conceito de que o beijo dado por Judas na face de Jesus teria sido uma forma de mostrar aos soldados quem era o alvo.
“Essa explicação do beijo de Judas foi encontrada primeiro em Orígenes [um teólogo que viveu de 185 a 254]“, explica o pesquisador, que menciona ainda que Orígenes registrou em uma de suas obras que “para aqueles que o viam, [Jesus] não aparecia da mesma forma para todos”.
O pesquisador Van den Broek ressalta ainda que “no Egito, a Bíblia já havia se tornado canônica no quarto/quinto século, mas histórias apócrifas e livros permaneceram populares entre cristão egípcios, especialmente entre monges”, o que daria margem às diversas versões da história
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terça-feira, 2 de abril de 2013

Deputada evangélica afirma que deixará cargo de vice presidente da Comissão de Direitos Humanos por causa de afirmações feitas por Marco Feliciano

Deputada evangélica afirma que deixará cargo de vice presidente da Comissão de Direitos Humanos por causa de afirmações feitas por Marco Feliciano
Após afirmação do pastor Marco Feliciano de que aComissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) era “dominada por satanás” antes de sua chegada à presidência, a vice-presidente da Comissão, deputada Antônia Lúcia (PSC-AC), afirmou que deixará o cargo, pois se sentiu ofendida com a afirmação do colega de partido.
- Me senti extremamente ofendida. Não tenho como continuar no cargo de vice. Isso é ofensa demais, é desacato. Assim que eu comprovar a autenticidade do vídeo publicado no YouTube, não fico mais [no posto de vice] – afirmou Antônia Lúcia, que também é evangélica, em entrevista ao G1.
Antônia Lúcia, que chegou a ser cogitada para a presidência da comissão caso Feliciano renunciasse, afirmou ter ficado indignada com as declarações de Feliciano e chegou a pedir “desculpas” em nome do colega ao ex-presidente da comissão, deputado Domingos Dutra (PT-MA), e aos demais parlamentares que integraram o colegiado no passado.
- Não existe isso que ele [Feliciano] falou. Peço desculpas aos ex-colegas e aos atuais membros da comissão. Quero deixar registrado, especialmente ao deputado Domingos Dutra, que não tínhamos nenhuma representação satânica no colegiado. Refuto essa declaração, até porque eu mesma fazia parte dessa comissão – afirmou a deputada, que afirmou também que Marco Feliciano não poderia ter feito comentários sobre assuntos internos do Legislativo em um culto religioso.
As declarações do deputado Marco Feliciano foram comentadas também pelo líder do PSC, André Moura (SP), que afirmou que caberá à Mesa Diretora do partido analisar “as consequências” da declaração do deputado, mas ressaltou que o colega deve um pedido de desculpas por suas declarações, que Moura classifica como “infelizes”.
- Eu entendo que são declarações infelizes da parte dele, inclusive disse isso ao deputado. Acho que agora cabe a ele um pedido de desculpas oficial e, logicamente, que a Mesa Diretora da Casa fará uma análise das consequências da declaração, mesmo porque, apesar de ser num culto evangélico, ele fez referência a parlamentares que faziam parte da comissão no ano passado e alguns que continuam fazendo parte da comissão neste ano – disse Moura.
Além dos colegas de partido, parlamentares contrários à permanência de Marco Feliciano no cargo também se manifestaram sobre o assunto. Indignada, a deputada Iriny Lopes (PT-ES), ex-ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, protocolou nesta terça-feira (2) na Mesa Diretora da Câmara, um requerimento por quebra de decoro contra o parlamentar.
- É inaceitável que um deputado faça esse tipo de declaração, ferindo a honra e a imagem dos nobres colegas que atuam com dedicação e firmeza, para a promoção e valorização dos direitos humanos – afirmou a deputada, que presidiu a Comissão de Direitos Humanos em 2006, e classificou a declaração feita por Marco Feliciano como um “desrespeito” aos demais parlamentares.
O requerimento feito por Iriny Lopes será analisado pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e, se for decidida a abertura de investigação, o Conselho de Ética pode pedir até mesmo a cassação do mandato do parlamentar.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Profecia de Apocalipse 17 o oitavo Rei



E o anjo me disse: Por que te admiras? Eu te direi o mistério da mulher(igreja), e da besta que a traz, a qual tem sete cabeças e dez chifres(papado).

A besta que viste foi e já não é, e há de subir do abismo, e irá à perdição; e os que habitam na terra (cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo) se admirarão, vendo a besta que era e já não é, mas que virá.

Aqui o sentido, que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes(o vaticano esta localizado entre 7 montes), sobre os quais a mulher está assentada.

E são também sete reis; cinco já caíram(5 sepultados), e um existe(1 embalsamado); outro ainda não é vindo; e, quando vier, convém que dure um pouco de tempo.(bento 16 renuncia)

E a besta que era e já não é, é ela também o oitavo,(papa francisco I ?)  e é dos sete, e vai à perdição. 

E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão poder como reis por uma hora, juntamente com a besta.

Estes têm um mesmo intento, e entregarão o seu poder e autoridade à besta. 

o fim esta próximo...
Apocalipse 17:7-13


Desde a criação do estado do Vaticano, em 1929 já se foram 7 papas ou 7 reis como nos diz a Bíblia, portanto devemos ficar alerta pois este é o oitavo e deverá ser o último.  
VEJA, outubro de 1929
Com poderes ilimitados e polpuda indenização em caixa,
Pio XI molda a estrutura do recém-criado estado do Vaticano. E já
incomoda seu vizinho, o ditador fascista Benito Mussolini
Autonomia e compensação financeira: a assinatura do tratado, em fevereiro último, com representantes do papa e o Duce

Em setembro de 1870, quando as tropas de Vittorio Emanuelle II, proclamado rei da recém-unificada Itália, subjugaram e anexaram a cidade de Roma, o papa Pio IX enclausurou-se nos muros do Vaticano. A essa altura, o Risorgimento italiano já havia tomado a maioria dos estados papais, e o pontífice, para não se submeter à nova ordem política na Velha Bota, rompeu relações com a monarquia e declarou-se um prisioneiro do poder laico. O mal-estar entre o estado e a Igreja finalmente chegou ao fim em fevereiro deste ano, quando o papa Pio XI e o ditador fascista Benito Mussolini, o "Duce", assinaram o Tratado e o Concordato de Latrão, que determinaram a criação do estado soberano do Vaticano, reconheceram o catolicismo como religião oficial da Itália e ainda garantiram à Santa Sé uma polpuda compensação financeira pelas anexações dos rincões papais. Livre depois de quase seis décadas, é o Santo Padre que agora se esbalda com seus poderes de chefe-de-estado, literalmente mandando prender e mandando soltar dentro do Vaticano.
O Santo Padre: rádio e jornal próprios
Com a garantia da indenização da administração italiana, de 750 milhões de liras, à vista, e de um bilhão de liras em títulos do governo, o chefe da Santa Sé começa a estruturar uma respeitável aparelhagem estatal – boa parte dela, a seu serviço imediato. Já existe um diário oficial, oL’Osservatore Romano, e Pio XI, de acordo com seus assessores próximos, planeja estruturar no futuro próximo uma rádio oficial para alardear o cristianismo e, claro, a palavra papal. O maior candidato para tocar a empreitada é Guglielmo Marconi. Está em circulação a moeda corrente do Vaticano, a lira vaticana, com a efígie do sumo pontífice, também aceita na Itália e que tem valor parelho ao da lira italiana. O serviço postal do Vaticano foi inaugurado em fevereiro. Já o Corpo da Gendarmaria Pontifícia e o Corpo da Guarda do Papa, com suas coloridas fardas desenhadas por Michelangelo, ganham ainda mais liberdade dentro do Vaticano para assegurar a proteção do agora chefe de estado Pio XI.
Para completar, em junho último, foi promulgada a Lei Fundamental do Estado do Vaticano, que dá ao sucessor de São Pedro a plenitude dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário no enclave de 0,44 quilômetro quadrado ao norte de Roma e em mais doze edifícios espalhados pela cidade, incluindo o Palácio de Castelgandolfo. Os bens da Santa Sé, sua administração, a biblioteca, o arquivo, a livraria e a tipografia do Vaticano também estão diretamente subordinados à vontade do pontífice. Tal lei criou a figura do governador, que pode criar regras para a ordem pública na cidade-estado, com a anuência do Conselho. Porém, a escolha do governador é exclusiva do papa, e pode por ele ser revogada a qualquer momento, sumariamente. Qualquer semelhança com os plenos poderes de Mussolini não é mera coincidência – ao menos para os cartunistas locais, que não se cansam de produzir caricaturas retratando Pio XI envergando a camisa negra do fascismo e o Duce com a tiara papal em sua careca.
O rei Vittorio: encontro simbólico
Os dois manda-chuvas, aliás, trocaram algumas farpas há alguns meses – Mussolini dizendo à Câmara dos Deputados que "a Igreja é soberana apenas no reino da Itália, e não no estado italiano", com a resposta de Pio XI lamentando as declarações hereges do fascista. As arestas ainda não foram completamente aparadas. Para acabar de vez com a animosidade, no fim do ano, de acordo com informações extra-oficiais, o Santo Padre deve receber pela primeira vez no Vaticano o rei Vittorio Emanuele III, em um encontro simbólico para selar a paz entre a monarquia e a Igreja. Mas também aí se descortina um problema diplomático. Pelas rígidas regras cerimoniais do Vaticano, todo soberano católico deve ajoelhar-se ao pé do papa e beijar seu dedão. Benito Mussolini, porém, é radicalmente contra o ósculo, preferindo o tradicional aperto de mão entre dois chefes de estado. Fontes ligadas ao príncipe Umberto garantem que este prefere o cumprimento da formalidade. Este beijo ainda dará muito o que falar.