quarta-feira, 28 de março de 2012


DESCOBERTOS 70 LIVROS SUPOSTAMENTE ESCRITOS POR CRISTÃOS DO PRIMEIRO SÉCULO

A caverna na qual os livros foram encontrados 
Quando os pergaminhos do Mar Morto foram acidentalmente descobertos pelo pastor beduíno Mohammad El Dib, em 1947, uma reviravolta na arqueologia bíblica teve início. Textos bíblicos antiquíssimos confirmaram a confiabilidade do texto recebido. Ao que tudo indica, estamos diante de outra possível reviravolta, com a probabilidade de um novo achado arqueológico com potencial para reescrever a história dos primeiros cristãos.

A corrosão do material: fundamental para a datação 

Novos estudos indicam a autenticidade de 70 livros de metal, descobertos há cinco anos em uma remota região da Jordânia, na qual se sabe que cristãos se refugiaram durante o cerco o qual resultou na destruição de Jerusalém (em 70 d.C.). Testes já confirmaram: as corrosões no material indicam que ele pertence inequivocamente ao primeiro século. E mais: o artefato seria anterior à época de Paulo e poderia conter referências a eventos contemporâneos ou concomitantes aos últimos dias de Jesus na Terra.

O artefato é, atualmente, alvo de uma disputa entre seu proprietário (um beduíno, israelita que teria violado um acordo entre Israel e a Jordânia quantas à posse de artefatos) e o governo da Jordânia, cuja intenção é repatriar o achado. Os arqueólogos britânicos que trabalha com a descoberta teme o que seu proprietário não-cristão possa fazer com o achado.

No momento, exige-se cautela. Assim pensa o Dr. Rodrigo Silva, professor do UNASP, e doutor em arqueologia bíblica pela Universidade de Jerusalém, além de doutorando em arqueologia clássica pela Universidade de São Paulo. “Este parece ser um achado muito interessante, caso se confirme verdadeiro. Por enquanto, a prudências nos orienta a esperar, até termos novos dados laboratoriais e técnicos que certamente serão divulgados pelos especialistas”, conclui ele.

Líderes salafistas celebram a morte de líder cristão


Líderes salafistas celebram a morte de líder cristão

Cristãos de todo o Egito continuam a lamentar a perda do líder cristão Shenouda III, que faleceu na semana passada. Porém líderes islâmicos salafis do país emitiram uma nota com insultos contra Shenouda e agradeceram a Deus por sua morte
O comunicado mostra o nível de hostilidade dos salafistas* com relação aos cristãos, que agora compõe cerca de 20% do parlamento egípcio. Em uma mensagem divulgada no Facebook, um líder salafi, o xeique Wagdy Ghoneim, comemorou a morte do líder cristão.
“Nós nos alegramos com a morte dele. Ele se foi” disse Ghoneim um dia depois de Shenouda ter falecido, aos 88 anos de idade. “Que Deus faça sua vingança e coloque-o no fogo do inferno – ele e todos que andam no mesmo caminho”.
Após o líder muçulmano ter feito essa declaração, vários outros seguiram seu exemplo, disparando insultos durante a semana. Deputados salafistas se recusaram a prestar homenagens à lembrança do líder cristão.
O bispo Mouneer Anis, chefe da Diocese Episcopal Anglicana no Egito, disse que as pessoas que estão insultando o líder cristão têm tido  atitudes grosseiras e rudes, considerando a cultura do Oriente Médio. Amigos próximos de Shenouda ficaram muito tristes com os comentários.
“Eu vejo isso como atitudes que são movidas pelo ódio. Para ser honesto, eu sinto muita pena desses deputados e líderes salafistas, pois estão criticando um homem extremamente admirável”, disse o bispo anglicano.
Os comentários provocadores não são um bom sinal para os cristãos do Egito. Os adeptos ao movimento salafista, que representa um quinto das cadeiras do parlamento, organizaram a maioria dos ataques contra cristãos. Os comentários revelam o desprezo absoluto que os salafistas sentem pelos cristãos.
*O salafismo (do árabe سلفي, salafī, "predecessores" ou "primeiras gerações") é um movimento reformista islâmico que surgiu no Egito, no final do século XIX dentro do que podemos referir como período de renascimento cultural árabe. Seu intuito é trazer à sociedade atual as práticas e princípios do Islã desde seus tempos mais antigos.
Leia o livro CRISTÃOS SECRETOS e saiba mais sobre o cotidiano de cristãos que vivem em países de maioria muçulmana, como o Egito. Irmão André e Al Jansen; Ed. Vida.

sábado, 24 de março de 2012

Presidente do Sudão aumenta a pressão sobre os cristãos


Presidente do Sudão aumenta a pressão sobre os cristãos 23 mar 2012SUDÃO A população negra, isto é, não árabe, do norte do Sudão é majoritariamente cristã. No Sudão, as questões étnicas e religiosas caminham juntas, o que provoca conflitos e discriminação A “limpeza étnica” que o presidente sudanês, Omar al Bashir, se comprometeu a realizar no país é parte de seu planejamento de impedir o crescimento do cristianismo e bani-lo de uma vez por todas do norte do país (região de maioria muçulmana), segundo informações de organizações humanitárias da região. Segundo fontes locais, o exército do Sudão está direcionando suas forças militares contra os cristãos do país, pois assim receberiam apoio político-militar dos muçulmanos.Tal ação pode ser vista pela maioria muçulmana no norte do país como uma “jihad” (guerra santa). Além disso, também é um meio do Sudão conseguir o apoio de outros países islâmicos. No sul do Estado, em Kodorfan, lar de milhares de simpatizantes com o Sudão do Sul que lutaram contra as forças do governo do norte durante a guerra civil, cristãos são alvos de ataques coordenados pelo presidente Bashir e por muçulmanos radicais. As igrejas da região também sofrem com a grande oposição. “A guerra que está em curso contra os cristãos é mais uma ‘limpeza étnica’, pois querem matar também alguns muçulmanos, mas eles preferem estabelecer os cristãos como principal alvo, para obter o financiamento e apoio de países árabes” disse o membro de uma organização humanitária que atua no país. “Os muçulmanos do país veem os cristãos como infiéis e acreditam que o país precisa ser ‘islamizado’ por completo”, disse um sudanês. Entre junho de 2011 e março de 2012, quatro igrejas - Igreja Episcopal do Sudão, Igreja Católica Romana, Igreja Sudanesa de Cristo e a Igreja Evangélica Presbiteriana, foram destruídas. Pedidos de oração • Ore por proteção para os cristãos que vivem no norte do país. • Peça a Deus que conforte o coração dos nossos irmãos sudaneses para que eles perseverem na fé. • Ore para que o amor de Cristo possa unir e transformar o país devastado pela guerra e desigualdades sociais.

sábado, 10 de março de 2012


Filho de alto líder do Hamas se converte ao Cristianismo

“Espero que meu pai e minha família abram os olhos para Jesus e o Reino de Deus”

Aaron Klein
O sheik Hassan Yousef, pai de Masab.
JERUSALÉM, Israel — O filho de um dos líderes mais populares da organização terrorista Hamas mudou-se para os Estados Unidos e se converteu ao Cristianismo.
Numa entrevista exclusiva ao jornal Haaretz, Masab Yousuf, filho do sheik Hassan Yousef, líder do Hamas na Margem Ocidental, criticou duramente o Hamas, elogiou Israel e disse esperar que seu pai terrorista abra os olhos para Jesus e para o Cristianismo.
“Sei que estou colocando minha vida em perigo e estou em risco de perder meu pai, mas espero que ele entenda isso e que Deus dê a ele e à minha família paciência e disposição de abrirem os olhos para Jesus e para o Cristianismo. Talvez, um dia, poderei voltar à Palestina e para Ramalá com Jesus, no Reino de Deus”, afirmou Masab.
Masab disse que no passado ajudou seu pai nas atividades do Hamas, mas que agora tem amor por Israel e lamenta a existência do Hamas.
“Mandem minhas saudações a Israel. Sinto falta desse país. Respeito Israel e o admiro como um país”, disse ele.
“Vocês judeus precisam estar cientes: Vocês nunca, nunca mesmo, terão paz com o Hamas. O islamismo, a ideologia que os guia, não permitirá que eles cheguem a um acordo de paz com os judeus. Eles crêem que a tradição diz que o profeta Maomé lutou contra os judeus e que, portanto, devem continuar lutando contra eles até a morte”.
Masab criticou fortemente a sociedade palestina como “uma sociedade inteira que santifica a morte e os terroristas suicidas. Na cultura palestina, um terrorista suicida se torna um herói, um mártir. Os sheiks falam a seus alunos acerca do ‘heroísmo dos shaheeds’ [em árabe, mártires santos, termo aplicado pelos palestinos aos homens-bomba suicidas]”.
O pai de Masab é considerado a figura mais popular do Hamas na Margem Ocidental. Ele está cumprindo uma sentença de prisão em Israel por planejamento ou envolvimento em múltiplos ataques terroristas, inclusive uma infame explosão suicida em 2002 no restaurante da Universidade Hebraica de Jerusalém, onde nove estudantes e funcionários foram mortos.
Numa declaração à agência noticiosa palestina Maan, Suhaib, que é irmão de Masab, negou fortemente que Masab se converteu ao Cristianismo.
Mas o jornal Haaretz mantém-se fiel ao artigo. O jornal disse que enviou um correspondente aos Estados Unidos para encontrar Masab e entrevistá-lo pessoalmente de forma minuciosa.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

arca de noé encontrada


domingo, 11 de dezembro de 2011

Pedaço da Arca de Noé é encontrado por grupo de pesquisadores




Um grupo cristão que acredita ter encontrado a Arca de Noé no Monte Ararat pediu que o governo da Turquia os ajude a estabelecer um monumento. Eles acreditam que isso atrairia peregrinos e criaria boas oportunidades de negócios relacionados ao turismo religioso.
“Através de imagens de satélite providas pela Agência de Inteligência Militar e um radar de penetração no solo, localizamos a Arca de Noé a 5.059 metros de altura, nas encostas do Monte Ararat”, explicou  Daniel McGivern , presidente da Shamrock-Trinity Corporation, durante uma coletiva  para a imprensa.
Na verdade, foi detectado um pedaço retangular de madeira, com 7,5 metros de largura, 37,5 metros de comprimento e 7 metros de altura, dentro de uma geleira com mais de 90 metros de espessura. O Massif Ararat, com um diâmetro de cerca de 40 quilômetros na fronteira turco-iraniana, é a montanha mais alta da Turquia. Segundo a Bíblia, a arca parou ali, com Noé, os três filhos e suas esposas e todos os animais que sobreviveram ao dilúvio.

McGivern e o fotógrafo Pedro Venegas descreveram as dificuldades de exploração na região e passaram a maior parte da coletiva falando sobre as teorias que confirmam a inundação catastrófica que cobriu a Terra 5.000 anos atrás. “A história na Arca é mencionada no Alcorão na Bíblia e na Torah”, enfatizou ele, referindo-se aos livros sagrados de muçulmanos, cristãos e judeus. “A análise espectrográfica confirmou que o material é madeira. Está no topo de uma montanha vulcânica totalmente desprovida de vegetação”, lembrou o explorador. “O que mais poderia ser? É uma parte da arca, que a Bíblia disse ter entre 120 e 165 metros, e chegou lá por causa do dilúvio mencionado em diferentes tradições de culturas ao redor do planeta.”
A análise espectrográfica mencionada por ele identifica elementos e simula a estrutura atômica e molecular do objeto pela medição da energia radiante absorvida ou emitida por uma substância segundo os comprimentos de onda do espectro eletromagnético.

Daniel McGivern declarou confiar neste método de pesquisa científica. Porém, acredita que mesmo que pudesse recuperar um pedaço da madeira que está na geleira de Ararat, o método de datação por carbono 14 não poderia indicar sua idade com precisão. Eles ressaltam que não há como descongelar as geleiras por causa das temperaturas sempre negativas no topo do monte. Ainda assim, para ele as evidências são incontestáveis.

Membros do grupo explicaram que todas as informações ( incluindo as conspirações para ocultar a descoberta da Arca) podem ser vistas em seu site www.noahsarkfound.com.  A Corporação Trinity produzirá em breve dois filmes sobre a Arca de Noé, um documentário para o público adulto e uma animação para as crianças.
A equipe de Daniel McGivern vem trabalhando nesse projeto desde 2004 e reconhece que já houve outras pessoas que alegavam ter encontrado a arca, mas nunca puderam provar. O que faz a diferença no caso deles é o uso da tecnologia avançada.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Cristãos São Mortos

Mais de 100 Cristãos são mortos no Estado de Yobe, Nigéria

“Estamos em estado de choque por este ataque. É uma guerra à Igreja de Jesus Cristo”, disse o Rev. Garba Idi à Portas Abertas
Armados em peso, mais de 200 membros da seita Boko Haram invadiram uma comunidade cristã de Nova Jerusalém, em Damaturu, no dia 4 de novembro de 2011, cerca de 17:30 hs. Sem provocação, os jihadistas começaram a detonar bombas em igrejas e atirar em qualquer cristão que avistassem.
O grupo islâmico apareceu com vestes longas, carregando armas sofisticadas, explosivos, facas e outras armas mortais, cantando “Allahu Akbar” (Alá é grande), enquanto atacavam a região cristã, imediatamente após as orações de sexta-feira. Concentrada no norte da Nigéria, essa seita islâmica extremista está se posicionando abertamente pela plena implementação da sharia em todo o país.
O ataque, cuidadosamente planejado e executado, deixou 150 mortos e 10 igrejas demolidas.
Igreja da Fé Viva destruídaQuando os jihadistas invadiram a área, começaram a atirar nos transeuntes que não recitassem os versos islâmicos – única condição para sobreviver.  Todos os cristãos presos eram mortos a tiros ou a facadas.
Um novo assentamento de crentes em Damaturu, a região de Nova Jerusalém, tem sido descrito como um abrigo de igrejas e cristãos, o que não deixa os muçulmanos extremistas felizes.
Os jihadistas começaram sua operação imediatamente após arrombarem dois bancos e carregarem uma quantia inestimável de dinheiro. Eles passaram cerca de quatro horas em Nova Jerusalém, matando e demolindo igrejas, sem serem impedidos pelo pessoal da segurança. Os policiais de serviço durante o ataque foram vistos fugindo devido ao maior número de jihadistas e às armas sofisticadas que portavam.
Pelo menos 17 homens da segurança, incluindo militares e policiais, foram mortos pelos jihadistas durante o ataque. Tanto o novo quartel-general da polícia quanto o velho foram atacados e demolidos, e outras instituições do governo foram parcialmente destruídas por explosivos plantados pelos agressores. O ataque deixou corpos de crentes espalhados por todas as ruas e locais dos prédios de igreja.   
Quando Portas Abertas visitou o local, ele tinha sido abandonado pelos cristãos remanescentes. Foram vistas apenas algumas poucas pessoas, juntamente com animais pertencentes aos cristãos, vagando pelas ruas. Alguns jovens cristãos podiam ser vistos próximos aos entulhos de suas igrejas, em luto pela perda de seus entes queridos e pelas igrejas destruídas.
Rev Garba Idi, Presidente da Associação Cristã da Nigéria, em Damaturu“Estamos em estado de choque por este ataque. É uma guerra à Igreja de Jesus Cristo”, disse o Rev. Garba Idi à Portas Abertas.
O president da Associação Cristã da Nigéria, no estado de Yobe, Rev. Garba, também é pastor da Igreja do Evangelho ECWA, que sofreu uma explosão sangrenta durante o ataque.
“Boko Haram está aí para destruir a Igreja”, concluiu enquanto inspecionava a igreja danificada. “É um grupo que trabalha para eliminar a Igreja no norte da Nigéria”.
Eles escolheram invadir a região cristã e seu plano era matar todos nós, mas o Senhor nos poupou. Temos um grande desafio como Igreja nesta parte do mundo. Estamos vivendo pela misericórdia de Deus porque eles prometeram voltar e destruir nossos lares”.
Foto 1: Igreja da Fé Viva destruída
Foto 2: Rev Garba Idi, Presidente da Associação Cristã da Nigéria, em Damaturu
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoGetúlio Cidade

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Adoração: Um estilo de vida

Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e verdade”. João 4.23,24.

Por muitos anos tenho aprendido e ensinado sobre adoração e, cada vez mais, reconheço que esse é um assunto sobre o qual o Espírito de Deus precisa nos ensinar muito mais. Desde o início de meu ministério me deparei com essas palavras de Jesus. O Espírito Santo abriu meu coração para buscar um entendimento mais amplo dessa verdade. Tenho um profundo desejo de vivê-la, pois, Jesus afirmou que é exatamente isso que o coração do Pai procura.

Entendo que Deus não busca adoração, pois, dela o céu está repleto. Compreendo, pela Palavra, que Deus procura adoradores mais que adoração e que eles o façam em espírito e verdade.

Este artigo não pretende ser um tratado completo sobre esse assunto. Mas, sim, uma reflexão de um coração que a cada dia diz ao Pai: “Eis-me aqui Senhor, quero ser um entre os adoradores que procuras. Quero ser encontrado por Ti, ó Pai, no meu viver, no meu lar, no meu ministério, dia após dia, onde eu estiver; e que tu possa contar comigo como teu adorador”.

Quero, com todo o amor, projetar aos que trabalham nessa área da vida da igreja a minha experiência como adorador, músico, compositor e produtor. Será a palavra de quem, por muitos anos, tem participado nesse setor da vida da igreja local como na extra local. Palavra dirigida a todos aqueles que servem a Deus nesse campo, buscando ajudar aos que procuram, como eu, serem verdadeiros adoradores.

A Semente

Desde pequeno cresci em uma congregação evangélica, onde aprendi que a adoração a Deus era uma forma diferente de se cantar. Quando nos reunimos nos cultos havia um tempo inicial dedicado ao cântico de “corinhos de adoração”, visando preencher o espaço em que as pessoas chegavam e se preparavam para participar do encontro. Durante o culto os hinos eram cantados pelo hinário, os testemunhos eram apresentados e a Palavra era ministrada. Assim, por muito tempo, o conceito que eu possuía de adoração limitava-se ao que fazíamos nos momentos que antecediam ao culto.

Assim como eu, muitas pessoas devem ter recebido esse ou outros conceitos não corretos de adoração, levando-as a um enfoca a adoração como uma forma, um estilo, ou um espaço de tempo a ser preenchido.

Para muitas pessoas adorar é um ato contemplativo que busca uma aproximação maior a Deus. Era, assim, que os monges medievais compreendiam. Uma contemplação de Deus, feita na vida reclusa que levavam, em total separação do mundo exterior. Assim, passavam grande parte de suas vidas em celas solitárias, confinados em clausuras, contemplando e adorando a Deus. Não digo que tais conceitos estejam de todo errados, porém afirmo que adoração é algo que vai muito além de formas ou expressões estereotipadas, pré-determinadas pelo tempo, espaço e estilo.

Tudo isso, entretanto, expressa uma grande verdade, a adoração começa com a busca que um ser humano faz para estar diante do Deus Criador. Adoração é fruto de uma “semente” que Deus plantou no coração do homem ao criá-lo (Gênesis 1.26,27). Antes que o diabo plantasse a semente do joio da rebelião e da desobediência, Deus já semeara a sua preciosa semente – sua imagem e semelhança – ao soprar-lhe o fôlego de vida (Gênesis 2.7). É a presença dessa semente divina que leva o homem a buscá-lo. Em cada pessoa que nasce a semente se faz presente e a acompanhará por toda a sua vida. Desde as mais longínquas civilizações que temos conhecimento, o homem, de diferentes formas, buscou a Deus, até mesmo não tendo noção das dimensões do que fazia. Ao estudarmos qualquer uma das culturas da humanidade veremos que existiu, em todas, uma centralização na busca do divino, do desconhecido, do sobrenatural, da razão de existir, do santo e do ser. Quando um nativo se prostra diante do sol, em seu interior há uma procura de Deus. Quando os pagãos fazem seus sacrifícios a diferentes divindades e entidades, revela-se uma busca incessante daquele que o criou.

O diabo sabendo da existência dessa semente procurou fazer com que o homem se satisfizesse com mentiras e ilusões. Assim ele quer, nas mais diferentes seitas e religiões, transferir o poder de Deus para distintos espíritos enganadores. Ele tenta anular o poder do sangue de Cristo usando o sangue de animais e de aves. Entretanto, nada disso, nem mesmo outros sofismas demoníacos podem anular, substituir ou satisfazer a “semente” que está na pessoa humana. Nem mesmo qualquer ídolo moderno como o dinheiro, conforto, lazer e prazeres poderão fazê-lo.

Em Efésios 1.5,12,14 há a afirmação de que o homem foi criado para glória de Deus. Deduzimos, assim, que o homem foi formado para ser um adorador do Deus vivo, único e verdadeiro, que o criou. O homem vive para ter comunhão com o Deus, eterno e único. A “semente” pode estar nele adormecida, mas não lhe poderá ser tirada.

A adoração se expressa através de nós quando nos voltamos para Deus, reconhecendo o que ele é, o que ele representa para nós e, conseqüentemente, quando entregamos-lhe o que somos e o que temos, para que tudo redunde em glória ao seu nome.

O porquê da Adoração

O relato de Mateus 4.10 sobre a tentação de Jesus, apresenta a resposta de Jesus ao diabo: “ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto”. Jesus usou as palavras de Êxodo 20.4,5 onde se encontra a ordem de Deus ao povo de Israel de que, só a ele, deveriam adorar e prestar culto. A constante vontade de Satanás é roubar o que só a Deus é devido – a adoração e o louvor. Mesmo sabendo que fomos criados para o louvor e glória do Deus vivo [“a fim de sermos para louvor de sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo” - Efésios 1.12], o inimigo busca de todas as formas, deturpar o culto a Deus, limitando-o à formas e costumes, amoldando-o à cultura e aos padrões humanos, impedindo que se expresse o desejo do coração de Deus.

A adoração que Deus esperou do povo de Israel ele, agora, procura encontrar na vida da Igreja. Sutilmente, a idolatria com seus ídolos, em diferentes formas, infiltraram-se no culto da cristandade, corrompendo o entendimento dos líderes e do povo que lhe pertence.

Ao longo dos anos, tanto a forma de culto, tanto a pagã como a judaica, centralizou-se nos templos. A fé cristã lançou a noção de que os discípulos de Jesus são templos vivos, onde Deus habita. A Palavra declara: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (I Coríntios 3.16). Muitas vezes essa noção foi perdida, e o povo de Deus tornou-se dependente do sacerdócio daqueles que, comumente, são denominados: “ministros de louvor”. Com isso, perdeu-se a espontaneidade de cada pessoa adorar e louvar individualmente. Parece-nos que voltamos ao tempo em que, para haver adoração, era preciso ter locais próprios para isso, um sacerdócio especial, imagens e ídolos, intermediando o louvor a Deus. Perdeu-se a noção dada os remidos da “intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo o grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado da má consciência e lavado o corpo com água pura” (Hebreus 10.19-22).

Hoje, o Pai está restaurando toda a verdade e, em especial uma viva vida de relacionamento dos seus filhos com ele. Assim, toda a intermediação está encerrada, pois, Jesus Cristo é o único intermediário entre os salvos e o Pai Salvador. Por todo o mundo está surgindo um novo culto de verdadeira adoração àquele que disse: “ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6). Quando Jesus focaliza ao Pai, ele focaliza a si mesmo, pois ele disse: “Quem me vê a mim vê o Pai” (João 14.9) e, também, focaliza o Espírito Santo – “o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome” (João 14.26). A Trindade Santa deve ser o único foco da verdadeira adoração.

Por diversas vezes já fiz a pergunta: porque devemos adorar a Deus? Essa pergunta invade o meu coração, pelo fato de entender que Deus é suficiente em si mesmo. Sua grandeza e majestade possuem o mais alto grau de expressão. Para Deus ser completo ele não necessita do que lhe possamos ofertar; ele não precisa de nossos sacrifícios de louvor e adoração para se rejubilar e se sentir feliz; ele não requer nosso amor para sentir-se amado, pois nele está a fonte do verdadeiro amor. “Deus é amor” define João (I João 4.16). Antes de nos criar, ele já existia em sua plenitude e era completo com o Filho e o Espírito Santo. Juntos participavam da plenitude eterna. Eis a razão de dizermos que o Pai não se preocupa com a adoração, mas, sim com os adoradores.

Para Deus ser completo não necessita do que lhe possamos ofertar; nem de nossos sacrifícios de louvor e adoração para ter alegria e sentir-se feliz; ele não precisa de expressões de amor para sentir-se amado, pois, ele é o próprio amor (I João 4.8). Antes de nos criar, ele já existia em sua plenitude e era completo com o Filho e com o Espírito Santo. Perfeitos em unidade eles participam de uma eterna plenitude. Juntos, são a plenitude em todas as coisas, inclusive de toda adoração, alegria e júbilo. Eis a razão de pensar de que o Pai não procura adoração, pois a adoração preenche todo o céu. O profeta Isaias diz: “eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia de sua glória” (Isaias 6.1-3). Os céus estão repletos de adoração, Deus procura por filhos que o adorem.

Quando medito sobre isso, vem ao meu coração que, acima de tudo, existe algo na adoração que é de importância vital, não para Deus, mas, para os adoradores. E, se ele procura adoradores é porque o seu amor quer que as suas criaturas, na terra, participem de uma preciosa comunhão com o seu Criador. É a atitude da criatura, em seu livre arbítrio que determinará ser ou não um adorador. Deus nos deixou com essa opção. Ele que governa todas as coisas poderia ter feito o homem como um adorador nato, tal como os anjos são. Mas, assim não fez, porque quer uma adoração que parta, livre e espontaneamente, do coração humano.

Deus nos deixou a opção de adorar ou não adorá-lo. Ele que tem em suas mãos todo o governo poderia fazer com que toda a criação fosse de adoradores, tal como são os anjos no céu. Mas, ele não fez assim, deixou-a livre para fazer uma ou outra coisa. O adorador é aquele que faz uma opção por Deus, opta por Jesus como seu salvador e pelo seu reino; opta em ter uma livre comunhão com Deus, que não é imposta pela vontade divina, mas é uma livre opção de amor! A parte de Deus sempre é perfeita e completa, seu amor é inquestionável, mas, ele espera uma atitude recíproca de nossa parte. A verdadeira adoração é uma opção do nosso amor abrindo-se ao amor de Deus!

Qual é nossa opção? Deus governa sobre todas as coisas, mas deixa-nos adorá-lo ou não. A atitude correta é amá-lo e adorá-lo! A adoração é algo que satisfaz e alegra o coração de Deus, mas beneficia também o adorador, pois esse, ao optar em agradar a Deus, cumpre a sua parte nesse enlace de amor. A adoração sempre emana do amor. É o amor que lhe dá conteúdo. E, como Deus quer ser amado por nós! O que dá eficácia à adoração é o amor. Ele dá conteúdo a nossa adoração e expressa, de forma bem clara, a aliança e o compromisso que temos para com Deus e o seu reino eterno.

Amar a Deus acima de tudo

“Eu amo o Senhor, força minha” (Salmo 18.1).

O que deve caracterizar o adorador não é a sua maneira de cantar e louvar, mas, sim, o profundo amor para com Deus. O que mais me chama a atenção nas vidas de homens como Abraão, Davi, os profetas e os discípulos de Jesus, é o profundo amor que deles fluía para com Deus. No Salmo 18.1

Davi expressa: “Eu te amo, ó Senhor”. Jesus externou o seu incondicional amor ao Pai, através de um viver inteiramente voltado à obediência. O amor ao Pai enriqueceu sua vida de devoção, adoração, submissão e, principalmente, na obediência e sacrifício – “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra” (João 4.34).

Quando falo sobre o amor, falo do amor “de Deus derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Romanos 5.5), amor que nos leva a uma comunhão que nada deste mundo pode quebrar.

Paulo, em Romanos 8.35, faz uma pergunta:: “Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou a perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?”, e concluí nos versículo 38 e 39: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as cousas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem as alturas, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

Se esse amor está em nós, nosso coração transbordará em louvores.

Entendo que esse amor do qual Paulo fala é um amor sobrenatural, que é a expressão da presença do Pai que vive em nós. É esse amor que nos compele a amá-lo acima de todas as coisas. A prescrição de Moisés ao povo sob sua liderança foi: “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus” (Deuteronômio 11.1).

É pela graça que, agora, nós podemos amar a Deus através do Espírito Santo. A minha constante pergunta é: O que é amar a Deus e, quanto eu o amo?” O nosso amor é provado quando passarmos por provações. Por exemplo: Quando não estamos bem financeiramente, isto interfere no nosso amor? Interferindo, então, precisamos rever os fundamentos nos quais edificamos o amor que dedicamos a nosso Pai Celestial.

Adoração é uma resposta dada ao constante amor de Deus por nós. Esse amor deve ser incondicional, tal como foi o amor de Abraão para com Deus, dispondo-se entregar, em um sacrifício, o seu próprio filho. Foi, assim, da mesma forma e com a mesma intensidade de amor para conosco, que Deus deu ao seu próprio Filho para nos substituir no holocausto da cruz

Asaph Borba