domingo, 31 de dezembro de 2017

Israel descobre parte oculta do Muro das Lamentações

Teatro é primeiro edifício público romano encontrado na Cidade Velha de Jerusalém. Edifício remonta ao século II ou III da nossa era, mas sua construção nunca foi concluída.

Por France Presse
 

O arqueólogo Joe Uziel trabalha em trecho recém-descoberto do Muro das Lamentações, na Cidade Velha de Jerusalém, na segunda-feira (16) (Foto: Menahem Kahana/AFP)O arqueólogo Joe Uziel trabalha em trecho recém-descoberto do Muro das Lamentações, na Cidade Velha de Jerusalém, na segunda-feira (16) (Foto: Menahem Kahana/AFP)
O arqueólogo Joe Uziel trabalha em trecho recém-descoberto do Muro das Lamentações, na Cidade Velha de Jerusalém, na segunda-feira (16) (Foto: Menahem Kahana/AFP)
Arqueólogos israelenses apresentaram nesta segunda-feira (16) uma parte oculta do Muro das Lamentações descoberta recentemente e os vestígios do primeiro edifício público romano encontrado na Cidade Velha de Jerusalém.
O arqueólogo Joe Uziel, que participou das escavações, afirmou que ele e seus colegas sabiam da existência de uma parte não descoberta do Muro das Lamentações e esperavam encontrar uma rua romana em sua base.
"Mas à medida que cavávamos, fomos percebendo que não conseguíamos encontrar a rua. Em vez disso, descobrimos um edifício circular", declarou à imprensa no lugar da descoberta.
"Percebemos que, na verdade, estávamos descobrindo uma estrutura do tipo teatro (romano)", acrescentou Uziel.
O uso de carbono 14 e outros métodos de datação permitiu determinar que o edifício remonta ao século II ou III da nossa era, mas sua construção nunca foi concluída.
Operário é visto em trecho recém-descoberto do Muro das Lamentações, na Cidade Velha de Jerusalém, na segunda-feira (16) (Foto: Menahem Kahana/AFP)Operário é visto em trecho recém-descoberto do Muro das Lamentações, na Cidade Velha de Jerusalém, na segunda-feira (16) (Foto: Menahem Kahana/AFP)
Operário é visto em trecho recém-descoberto do Muro das Lamentações, na Cidade Velha de Jerusalém, na segunda-feira (16) (Foto: Menahem Kahana/AFP)
A autoridade de Antiguidades israelense, que realizou as escavações durante dois anos, detalhou que várias fontes históricas mencionam o edifício, mas foi necessário um século e meio de pesquisas arqueológicas modernas para encontrá-lo.
A parte do Muro das lamentações descoberta tem 15 metros de largura e oito de altura. As pedras utilizadas em sua construção estão bem preservadas, embora o conjunto tenha permanecido debaixo de oito metros de terra durante 17 séculos, detalhou a autoridade.
O Muro das Lamentações é o único vestígio de um muro de contenção do Segundo Templo judaico de Jerusalém destruído pelos romanos no ano 70 de nossa era. Junto a essa construção se estende o Monte do Templo, o lugar mais sagrado do judaísmo, conhecido como Esplanada das Mesquitas pelos muçulmanos, que o consideram o terceiro lugar mais sagrado da sua religião.
A Cidade Velha se encontra em Jerusalém Oriental, área controlada por Israel desde 1967.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Resultado de imagem para pergaminhos do mar morto

O Verdadeiro Tesouro dos Manuscritos do Mar Morto

Peter Colón
“A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices [...] são mais desejáveis do que ouro, [...] em os guardar há grande recompensa [...] Para mim vale mais a lei que procede de tua boca do que milhares de ouro ou de prata” (Salmo 19.7,10-11; Salmo 119.72).
Muhammad estava agitado e inquieto. Sua cabra travessa tinha sumido. Ao vaguear sem rumo longe de seu rebanho e de seus amigos, o beduíno chegou a uma caverna que ficava em posição elevada e dava frente para a costa noroeste do Mar Morto. Por pensar que o animal desgarrado tivesse se perdido dentro da caverna, o beduíno começou a jogar pedras pela entrada da gruta a fim de fazê-lo sair lá de dentro. Quando ele ouviu o ruído das pedras que batiam em peças de cerâmica, ficou intrigado. Será que lá dentro da caverna poderia haver um tesouro escondido? Com toda a empolgação, ele correu até a entrada da caverna, porém, no interior dela não encontrou ouro, nem prata, apenas jarros grandes e antigos ao longo das paredes, os quais continham rolos de pergaminhos despedaçados. Ele pensou: “pelo menos os pergaminhos de couro vão servir para fazer correias e tiras de sandálias”. Lamentavelmente, Muhammad não conseguiu perceber a real importância daquele momento. A teimosia de sua cabra o levara àquela que pode ser considerada, nos tempos modernos, a maior descoberta de manuscritos: uma incalculável reserva entesourada da Palavra escrita – os Manuscritos do Mar Morto.
Beduínos não marcam o tempo como os ocidentais, mas assemelham-se aos seus antepassados; sua concepção de tempo e momento está relacionada com outros acontecimentos. Assim, não se pode datar essa descoberta com precisão. Após uma revisão, a nova data para a descoberta do primeiro rolo de manuscritos é a de 1935 ou 1936. A partir de então até o ano de 1956, muitos outros manuscritos foram achados. Acredita-se que esses manuscritos sejam de datas diferentes, as quais variam do século III a.C. até o século I d.C. A maior parte deles foi descoberta em cavernas de formação calcária em Qumran, situadas exatamente a noroeste do Mar Morto. A maioria dos pergaminhos é escrita em hebraico; o restante deles é escrito em aramaico e grego. Foram achados mais de 900 documentos, que correspondem a 350 obras distintas em suas múltiplas cópias. Muitos dos escritos bíblicos e extrabíblicos estão representados em pequeníssimos fragmentos. Só em uma caverna foram encontrados 520 textos, na forma de 15 mil fragmentos. Como se pode imaginar, juntar todos esses pedaços de pergaminho na sua respectiva posição para que se faça a tradução tem se constituído numa tarefa gigantesca.
A descoberta dos Manuscritos do Mar Morto confirma aquilo que as pessoas que crêem na Bíblia sempre souberam, ou seja, que a Bíblia, tal qual a temos na 
atualidade, é um texto que passa nos testes de fidedignidade. Na foto: as cavernas de Qumran.
A descoberta dos Manuscritos do Mar Morto confirma aquilo que as pessoas que crêem na Bíblia sempre souberam, ou seja, que a Bíblia, tal qual a temos na atualidade, é um texto que passa nos testes de fidedignidade. Apesar dos ataques contra a Bíblia, a Palavra de Deus permanece para sempre: “O caminho de Deus é perfeito; a palavra do Senhor é provada; ele é escudo para todos os que nele se refugiam” (2 Samuel 22.31).
Sempre houve pessoas que questionaram a confiabilidade das Escrituras. Uma vez que o texto foi copiado e re-copiado ao longo dos séculos, os críticos alegam que é impossível saber-se com certeza o que os escritores bíblicos escreveram ou queriam dizer originalmente. Os Manuscritos do Mar Morto invalidam tal hipótese ou suposição no que se refere ao Antigo Testamento. Foram achadas entre 223 e 233 cópias das Escrituras Hebraicas, as quais foram comparadas com o texto atual. O único livro do Antigo Testamento que não foi encontrado nessa descoberta é o livro de Ester. É possível que ele esteja oculto numa caverna ainda não identificada de algum lugar isolado.
Antes dessa descoberta, os manuscritos mais antigos das Escrituras Hebraicas datavam do século IX d.C. ao século XI d.C. Tais manuscritos constituem aquele que é chamado de Texto Massorético, termo este originado da palavra hebraica masorah que significa “tradição”. Os escribas judeus de Tiberíades, denominados massoretas, procuraram meticulosamente padronizar o texto hebraico e sua pronúncia; a obra que realizaram ainda é considerada uma referência confiável nos dias de hoje. Os manuscritos de Qumran são, no mínimo, mil anos mais antigos que o Texto Massorético. Na realidade, esses manuscritos são até mesmo mais antigos que a Septuaginta, uma tradução grega do Antigo Testamento elaborada no Egito durante o período de 300 a 200 a.C.

terça-feira, 28 de março de 2017

AS DEZ MAIORES DESCOBERTAS DA ARQUEOLOGIA BÍBLICA
O educador evangélico estadunidense Walter Kaiser Jr. (nascido em 1933) enumerou uma seqüência de descobertas como sendo as dez mais importantes da Arqueologia Bíblica.


I. Os Amuletos de Ketef Hinnom (1979), contendo o mais antigo texto do Antigo Testamento (séc.VII-VI a.C.), descoberto por um arqueólogo bíblico, o hùngaro-israelense Gabriel Barkay (1944- )

Entre 1975 e 1980, Gabriel Barkay descobriu alguns sepulcros em Ketef Hinnom, um sítio arqueológico perto de Jerusalém, com uma série de câmaras funerárias cortadas na pedra, em cavernas naturais. O local parecia ser arqueologicamente estéril e tinha sido usado para armazenar armamento durante o período otomano. A maior parte daqueles sepulcros tinha sido saqueada há muito, mas felizmente o conteúdo de Câmara 25 foi preservado devido a um aparente desabamento parcial do teto da caverna, ocorrido também muito tempo antes. O sepulcro foi datado como entre os séculos VII e VI a.C., antes do exílio. 

O sepulcro continha restos de esqueletos de 95 pessoas, 263 vasos de cerâmica inteiros, 101 peças de joalheria, entre elas 95 de prata e 6 de ouro, muitos objetos esculpidos de osso e marfim e 41 pontas de flechas de bronze ou de ferro. Além disso, havia dois pequenos e curiosos rolos de prata, sendo que um deles tinha cerca de uma polegada de comprimento e menos de meia polegada de espessura, enquanto que o outro tinha meia polegada de comprimento e um quinto de polegada de espessura. Admitiu-se que esses rolos fossem usados como amuletos e que contivessem alguma inscrição. O processo ultra delicado, desenvolvido para abrir os rolos de papel sem que o mesmos se desintegrassem, levou três anos. Quando os rolos foram abertos e limpos, a inscrição continha porções de Números 6:24-26: O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti... e te dê a paz. Esta inscrição é uma das mais antigas e melhor preservadas contendo o nome do Deus Israelita: YHWH ou Jeová

Os chamados de Amuletos de Ketef Hinnom, na realidade dois rolos de papel de prata minúsculos achados na câmara funerária 25 da caverna 24 de Ketef Hinnom, contêm a mais antiga inscrição bíblica (~600 a. C).



II. O Papiro de John Rylands, Papiro 52 encontrado no Egito em 1920, redescoberto (1934) por C. H. Roberts na Biblioteca John Rylands (1801-1888) em Manchester, Inglaterra. 
Conhecido como o mais antigo texto escrito do Novo Testamento (125 d.C).
Também conhecido como o fragmento de João. Contêm partes do Evangelho de João 18 31-33, no grego, e no verso contêm linhas dos versos 37-38.



III. Os Manuscritos do Mar Morto (1947), casualmente descobertos por um grupo de pastores de cabras. 
Na sua maioria, escritos antes da era cristã e guardados em rolos, dentro de vasilhas de barro.

Os Manuscritos do Mar Morto formam uma coleção de cerca de 930 documentos descobertos entre 1947 e 1956 em 11 cavernas próximo de Qumran, uma fortaleza a noroeste do Mar Morto, em Israel (em tempos históricos uma parte da Judéia). Estes documentos foram escritos entre o século III a.C. e o primeiro século depois de Cristo em Hebraico, Aramaico e grego. A maior parte deles consiste em pergaminhos, sendo uma pequena parcela de papiros e um deles gravado em cobre. Os manuscritos do Mar Morto foram classificados em três grupos: escritos bíblicos e comentários, textos apócrifos e literatura de Qumram.



IV. A Pintura Mural Tumba de Beni Hasan (1923), Tebas, uma pintura mural da tumba de um nobre em Beni Hasan, Egito, que data do tempo de Abraão (~ XIX a. C.) 

A descoberta revelou como era a cultura patriarcal 19 séculos antes de Cristo.
No mapa do Egito antigo, a aldeia de Beni Hassan está localizada a 160 quilômetros ao sul do Cairo (cemitério de 39 túmulos)  




V. A Estela de Tel Dã  (1993), cuja descoberta provou, sem sombra de dúvidas, a existência do rei Davi (1015-975 a. C.) e seu reinado.

Placa comemorativa sobre conquista militar da Síria sobre a região de Dã. A inscrição traz de modo bem legível a expressão "casa de Davi", que pode ser uma referência ao templo ou à família real. O mais importante, todavia, é que menciona, pela primeira vez fora da Bíblia, o nome de Davi, indicando que este foi um personagem real. Esta descoberta também fez a mídia admitir que a Bíblia pode ser tomada como fonte de documentação histórica.





VI. O Tablete 11 (1872) do épico de Gilgamés, descoberto pelo arqueólogo bíblico e assiriologista inglês George Smith (1840-1876) 
A descoberta deste documento (antigo poema épico da Mesopotâmia - atual Iraque) provou a antiguidade do relato do dilúvio.






VII. A Fonte de Giom, a Ha Gihon (1833), mencionado em 2Samuel 2:13 e Jeremias 41:12, pesquisada pelo arqueólogo estadunidense Edward Robinson.


O tanque de Gibeão / Gibeom - Tinha em torno de doze metros de diâmetro e uma escada em círculos de 27 metros até o nível da água, que se encontra a dez metros abaixo da superfície do solo.

"Saíram também Joabe, filho de Zeruia, e os servos de Davi, e se encontraram uns com os outros perto do tanque de Gibeom; e pararam estes deste lado do tanque, e os outros do outro lado do tanque." 2 Samuel 2:13

"Tomaram todos os seus homens, e foram pelejar contra Ismael, filho de Netanias; e acharam-no ao pé das grandes águas que há em Gibeom." Jeremias 41:12

Inscrição de Siloé (detalhes mais abaixo) é uma passagem de texto inscrito, encontrada originalmente no Túnel de Ezequias, aqueduto que supria água da Fonte de Giom para a piscina de Siloé na parte leste de Jerusalém. Descoberto (1880), a inscrição registra a construção do túnel no século VIII a.C. Encontra-se entre os registros mais antigos escritos na língua hebraica, usando-se o alfabeto Paleo-Hebrew.



VIII. O Selo de Baruque (1975), descoberta que provou a existência do secretário e confidente do profeta Jeremias.

O profeta Jeremias durante os últimos anos do reino de Judá, profetizou o exílio e o retorno dos judeus, eles teriam que aceitar o jugo de Babilônia e não resistir. Ele foi encarcerado, ameaçado de morte e posto como falso profeta e traidor. Jeremias, nomeou Baruque, o filho de Nérias, seu escriturário. Foram encontrados em uma loja de antiguidades em Jerusalém alguns pedaços de barro marcados com um selo. Dentro desta coleção há duas peças que acredita-se ter pertencido a Baruque. Em exibição no Museu de Israel em Jerusalém, nas três linhas lê-se: Berekhyauhuh, o filho de Neriyauhuh, o escriturário.



IX. O Palácio de Sargão II (1843), rei da Assíria mencionado em Isaías 20:1, descoberto por Paul Emile Botta (1802-1870)
A existência do Palácio de Sargão II foi posta em dúvida por historiadores por muitos séculos até essa descoberta (1843), que pois fim a negação histórica da menção bíblica feita em Isaías 20:1.
"No ano em que Tartã, enviado por Sargom, rei da Assíria, veio a Asdode, e guerreou contra ela, e a tomou," Isaías 20:1



X. O Obelisco Negro de Salmaneser (1845), um artefato que o arqueólogo Austen Henry Layard (1817-1894) encontrou, na antiga cidade de Nínive.

Assim chamado um dos mais antigos artefatos arqueológicos a se referir a um personagem bíblico: o rei hebreu Jeú, que viveu cerca de nove séculos antes de Cristo. Assim como o prisma de Taylor, ambos são artefatos que mostram duas derrotas militares de Israel. Este artefato mostra um desenho do rei Jeú prostrado diante de Salmaneser III, oferecendo tributo a ele e encontra-se preservado, agora, no Museu Britânico, em Londres. O segundo descreve o cerco de Senaqueribe a Jerusalém, citando textualmente o confinamento do rei Ezequias.


Prisma de Taylor



Outras descobertas significantes

1 - Inscrição de Siloé – Encontrada acidentalmente por algumas crianças que nadavam no tanque de Siloé. Essa antiga inscrição hebraica marca a comemoração do término do túnel construído pelo rei Ezequias, conforme o relato de 2 Crônicas 32:2-4. (De acordo com o Dicionário da Bíblia Easton-1897)


2 - Textos de Balaão – Fragmentos de escrita aramaica encontrados em Tell Deir Allá, que relatam um episódio da vida de "Balaão filho de Beor" e descrevem uma de suas visões – indícios de que Balaão existiu e viveu em Canaã, como afirma a Bíblia no livro de Números 22 a 24.


3 - Papiro de Ipwer – Oração sacerdotal escrito por um egípcio chamado Ipwer, onde questiona o deus Horus sobre as desgraças que ocorrem no Egito. As pragas mencionadas são: O rio Nilo se torna sangue; escuridão cobrindo a terra; animais morrendo no pasto; entre outras, que parecem fazer referência às pragas relatadas no livro de Êxodo.


4 - Tabletes de Ebla – Cerca de 14 mil tábuas de argila foram encontradas no norte da Síria, em 1974. Datadas de 2.300 a 2.000 a.C., elas remontam à época dos patriarcas. Os tabletes descrevem a cultura, nomes de cidades e pessoas (como Adão, Eva, Miguel, Israel, Noé) e o modo de vida similar ao dos patriarcas descrito principalmente entre os capítulos 12 e 50 do livro de Gênesis, indicando sua historicidade.


5 - Tijolo babilônico de Nabucodonosor – O achado arqueológico traz a seguinte inscrição em cuneiforme: "(eu sou) Nabucodonosor, Rei de Babilônia. Provedor (do templo) de Ezagil e Ezida; filho primogênito de Nabopolassar”. Vale notar que por muito tempo se afirmou que a cidade da Babilônia era um mito – e muito mais lendário ainda seria o rei Nabucodonosor.
Museu Arqueológico do UNASP


6 - Estela de Merneptah – Coluna comemorativa, datada de cerca de 1207 a.C., que descreve as conquistas militares do faraó Merneptah. Israel é mencionado como um dos inimigos do Egito no período bíblico dos juízes, provando que Israel já existia como nação neste tempo, o que até então era negado pela maioria dos estudiosos. É a menção mais antiga do nome "Israel" fora da Bíblia.


...e mais...

Túnel de Ezequias
O túnel de Siloé citado na Bíblia -- nos livros de Reis e Crônicas (II Reis 20:20) descoberto pelos arqueólogos Amos Frumkin, Aryeh Shimron e Jeff Rosembaum da Universidade Hebraica de Jerusalém em 2003.

*Confirmando o relato da Bíblia, as pesquisas dataram em 700 a.C. a construção do túnel de Jerusalém, e apontaram Ezequias, que reinou em Judá entre 727 a.C. e 698 a.C., como o empreiteiro.

Construído para transportar a água da fonte de Gioh, nos arredores de Jerusalém, para o interior das muralhas da cidade e garantir o abastecimento do canal, que tem meio quilômetro de extensão, teve um importância fundamental na defesa da cidade durante o cerco e a ameaça de invasão pelos assírios, no século 8 a.C.

De acordo com os textos bíblicos como o Segundo Livro dos Reis e o Segundo Livro das Crônicas, o rei Ezequias teria reaberto o templo de Salomão, restaurado a Páscoa e implementado uma série de reformas em Jerusalém, das quais o túnel de Siloé é uma das mais importantes.  (*Guia do Estudante)

"Ora, o mais dos atos de Ezequias, e todo o seu poder, e como fez a piscina e o aqueduto, e como fez vir a água à cidade, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá?" 2 Reis 20:20

"Também o mesmo Ezequias tapou o manancial superior das águas de Giom, e as fez correr por baixo para o ocidente da cidade de Davi; porque Ezequias prosperou em todas as suas obras." 2 Crônicas 32:30

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Rio Eufrates está secando, como descrito em Apocalipse sobre o fim dos tempos


Rio Eufrates Imagem relacionadaá secando dia após dia, em consequência da seca que castiga a região a alguns anos, acrescenta a este problema, as políticas inapropriadas em uso das águas por parte do Iraque, Turquia e Síria, sendo o país mais prejudicado o Iraque, e que nos tempos antigos foi chamado de Mesopotâmia, ali o Eufrates tornou-se em uma paisagem desértica.
O rio que tem um cumprimento de 2780 km, é mencionado muitas vezes na Bíblia, em Genesis relata que corria o Jardim do Éden, e também a famosa Babilônia era atravessada por ele. Em Genesis 15:18, Deus faz uma promessa a Abraão, dizendo  “…tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates;”.
A diminuição do fluxo do rio nos dias de hoje, tem dizimado fazendas ao longo de sua extensão, deixando em extrema pobreza os pescadores e agricultores, levando alguns habitantes das margens a abandonar as suas terras, para dirigir-se as cidades mais próximas em busca de emprego.
O livro de Apocalipse, menciona este rio no capitulo 9, 13 e 15 “E tocou o sexto anjo a sua trombeta, e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro, que estava diante de Deus, A qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos, que estão presos junto ao grande rio Eufrates. E foram soltos os quatro anjos, que estavam preparados para a hora, e dia, e mês, e ano, a fim de matarem a terça parte dos homens.”
Logo uma das profecias sobre a chegada do Messias se refere a partição de um rio em sete partes, por onde passara o povo de Israel em retorno a sua terra para a Redenção.  Apocalipse 16-12, ” E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do oriente.
E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi sair três espíritos imundos, semelhantes a rãs.
Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis da terra e de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso.
Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas roupas, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas.
E os congregaram no lugar que em hebreu se chama Armagedom.”, esta profecia esta claramente descrita em Isaias 11.
Há um estudo científico que verificam as reservas de água no mundo através de dados recolhidos pelos satélites GRACE da NASA, que resultaram em uma grande perda de água doce do Rio Eufrates e no rio Tigre. Segundo os cientistas, as mudanças climáticas estimam que a seca na região se tornará cada vez mais importante e pode chegar a situações extremas para a população.

Artigo da 'Science' descreve fóssil de cobra com patas encontrado no Brasil

Nova espécie viveu há mais de 120 milhões de anos onde hoje é o Brasil. A peça é originária da Formação Crato, na Bacia do Araripe, no Ceará.


Fóssil de espécie de cobra com patas que foi descoberto na Formação Crato, na Bacia do Araripe, no Ceará (Foto: Reprodução/Nature)
A descrição foi publicada em artigo assinado por David M. Martill, paleontólogo da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, Helmut Tischlinger e Nicholas Longrich.
O material apresenta a espécie Tetrapodophis amplectus, uma cobra de quatro patas que teria vivido no território onde atualmente fica o Brasil quando ainda existia o supercontinente Gondwana, integrante da parte sul da Pangea.
A serpente do Éden tinha patas (e a ciência confirma)
Achado surpreendente (e bíblico!)
A revista Science desta quinta feira publicou um artigo sobre o fóssil de uma serpente de quatro patas, o que chamou a atenção de muita gente, especialmente dos que conhecem bem o relato bíblico da criação e da queda do ser humano. O fóssil, encontrado na Formação Crato, na Bacia do Araripe, interior do Ceará, está circundado por fezes de peixes igualmente fossilizadas, o que sugere que o animal morreu soterrado por água e lama. Segundo os pesquisadores, essa cobra de quatro patas vivia no supercontinente Gondwana, integrante da parte sul da Pangea. É bom lembrar que o livro do Gênesis descreve a serpente como um ser que, depois do pecado, passou a rastejar. Portanto, antes disso, ela se locomovia de outra forma. Não seria esse fóssil um remanescente daqueles seres primordiais quadrúpedes que teria sido preservado sob uma grande inundação? Infelizmente, muitos cientistas ainda consideram a história bíblica um mito. No artigo abaixo, o colaborador Everton Alves detalha o assunto [MB]:

A teoria da evolução explica que as cobras evoluíram dos lagartos. Ao longo de milhões de anos, elas teriam perdido as patas porque estas começaram a crescer de forma mais lenta ou por um período de tempo mais curto.[1] Segundo os evolucionistas, ambos, cobras e lagartos, caminhavam em terra e nadavam no oceano (origem marinha).

As patas teriam se tornado cada vez menos úteis à medida que a cobra ia evoluindo. Para fazer essa afirmação, pesquisadores analisaram o fóssil de uma cobra designada Eupodophis descouensi.[1] Esse réptil pré-histórico teria vivido durante o período Cretáceo (correspondente ao período bíblico diluviano), no lugar que hoje é conhecido como Líbano.

Mas ainda não há consenso. Muitas questões ainda deixam os pesquisadores confusos: Por que as cobras atuais não têm patas? Em que fase da evolução elas teriam perdido os membros? Alguns pesquisadores afirmaram que as cobras nunca perderam seus membros. Ao invés disso, teriam sido os mamíferos e as aves que ganharam os membros de forma independente.[2]

Em 2015, a descoberta do primeiro fóssil de uma cobra com quatro patas (origem terrestre) já encontrada está forçando os cientistas a repensar a forma como as cobras teriam evoluído de lagartos.[3] O fóssil de Tetrapodophis amplectus, nome científico da cobra, foi encontrado décadas atrás no Nordeste do Brasil, mas demorou bastante tempo até que os cientistas descobrissem as patas – até porque o material estava em uma coleção particular. O fóssil foi datado da época do Cretáceo inferior (aptiano), de supostos 113-125 milhões de anos atrás (correspondente ao período bíblico diluviano).

Embora os pesquisadores já o estejam considerando um elo de transição entre cobras e lagartos, existe outra hipótese que sequer foi levantada. A Bíblia menciona que no Jardim do Éden havia uma cobra com origem terrestre que possuía patas (ou asas) e esta persuadiu Eva a comer do fruto proibido. Diante do que a cobra (na verdade um médium utilizado pelo anjo caído) havia feito, Deus a amaldiçoou, conforme mencionado em Gênesis 3:14: “Por causa do que você fez você será castigada. Entre todos os animais só você receberá esta maldição: de hoje em diante você vai andar se arrastando pelo chão e vai comer o pó da terra.”

A Bíblia não fornece detalhes sobre a quantidade de espécies de cobras que tinham patas nem o tempo que levou para que elas perdessem as patas e passassem a rastejar. Todavia, os achados podem, sim, estar relacionados à descoberta de espécies primitivas de cobras que possuíam patas e que perfaziam a fauna original da criação.

(Everton Fernando Alves é mestre em Ciências da Saúde pela UEM e diretor de ensino do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira. 

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Encontrado manuscrito mais antigo do Novo Testamento

Fragmento estava em máscara de uma múmia
Encontrado manuscrito mais antigo do Novo testamentoEncontrado manuscrito mais antigo do Novo testamento
Cientistas encontraram a cópia mais antiga de um Evangelho dentro de uma tumba egípcia. O fragmento em papiro do Evangelho de Marcos fazia parte da máscara de uma múmia e foi achada três anos atrás. Porém, somente agora conseguiram comprovar que é autêntico. Trata-se de uma dentre as centenas de documentos analisadas pela equipe de Craig Evans, doutor em Estudos Bíblicos, ligado à Universidade Evangelista de Acadia, no Canadá.
O grupo comandado por Evans reúne mais de 30 especialistas. Oficialmente, este é o manuscrito do Novo Testamento mais antigo de que se tem conhecimento. Testes indicam que ele foi escrito entre o ano 80 e 90 d.C. Até recentemente, as cópias mais antigas eram do segundo século depois de Cristo. A datação do material é realizada utilizando-se o isótopo carbono-14.
O papiro era um material muito caro na época e alguém reutilizou o material na confecção da máscara funerária provavelmente sem saber do que se tratava. Segundo a tradição, o evangelista Marcos escreveu seu evangelho em Roma, seguindo o relato do apóstolo Pedro.
Como essa cópia chegou ao Egito? “No antigo Império Romano, o correio tinha a mesma velocidade de hoje em dia. Uma carta escrita em Roma poderia chegar a um destinatário no Egito poucas semanas depois. Marcos escreveu seu evangelho no final da década de 60 d.C. Logo, seria possível encontrar uma cópia dele no Egito 20 anos depois”, esclarece Evans.
O especialista relata inda que as máscaras funerárias de papiro eram comuns entre a população mais pobre, nada tendo a ver com as luxuosas máscaras de ouro dos faraós. Usando uma técnica delicada, eles eliminam as camadas de tinta, dissolvem a tinta para então ler o conteúdo do material, mesmo após milhares de anos.
“Estamos recuperando vários documentos antigos, do primeiro, do segundo e do terceiro século depois de Cristo. Não apenas documentos bíblicos. Há também textos gregos clássicos ou cartas pessoais”,asseverou ele ao site LiveScience. O que diz o trecho recuperado somente será revelado quando todas as descobertas forem publicadas em uma revista especializada, o que deve ocorrer nos próximos meses.
Um dos principais debates entre os especialistas é que o fragmento poderá mostrar se houve algum tipo de alteração nos fragmentos do Evangelho de Marcos datados de séculos posteriores. Como papiro dura muito tempo, os cientistas acreditam que “um escriba podia fazer uma cópia de um texto no terceiro século tendo à sua disposição (os) originais do primeiro século, ou cópias do primeiro século, ou ainda cópias do segundo século”.


terça-feira, 21 de junho de 2016

Descobertas novas evidências arqueológicas sobre Sansão

 



Luta bíblica de Sansão contra um leão é comprovada por escavação

O professor Shlomo Bunimovitz e o doutor Zvi Lederman, da Universidade de Tel Aviv, coordenam uma equipe que está escavando o “tel” de Beit Shemesh, nos colinas da Judeia, próximo a Jerusalém. Eles encontraram um pequeno “selo” de pedra circular, com menos de uma polegada de diâmetro, que retrata um homem com cabelo comprido lutando contra uma figura felina.

O artefato foi encontrado perto do rio Sorekm, que servia como a antiga fronteira entre Israel e os territórios filisteus. A datação aponta para o século 11 a.C., o que coincide com a data bíblica onde governavam os “juízes”, um dos quais era Sansão, de acordo com a Bíblia.

O jornal israelense Haaretz divulgou que alguns arqueólogos israelenses especulam que o selo não representa o Sansão bíblico, mas trata-se da história de um herói local que lutou com um leão e, mais tarde, foi associado ao relato da Bíblia sobre Sansão. Porém, os mais conservadores não veem discrepância entre o relato bíblico e a descoberta.

Esse grupo de arqueólogos também está fazendo uma pesquisa nesta região sobre as diferenças claras entre os filisteus, que atravessaram o Mar Egeu, os primeiros cananeus e os judeus.

Um dos elementos marcantes é que foi encontrada uma grande quantidade de ossos de porco no território dos filisteus, mas não havia vestígios deste animal no território israelense. Isso mostra que os habitantes locais optavam por não comer carne de porco, conforme os costumes bíblicos indicam.

Esses tipos de detalhes, disse Bunimovitz ao Haaretz, “estabelecem uma fronteira clara no processo social em que dois grupos hostis tiveram suas identidades formadas de maneira distintas, e como isso influencia suas fronteiras ainda hoje”.

No início de julho, uma expedição de arqueólogos norte-americanos encontrou o que acreditam ser uma imagem de Sansão em um mosaico na parede de uma sinagoga em Huqoq. Essa antiga aldeia judaica fica a poucos quilômetros a oeste de Cafarnaum, na Galileia.

“Esta descoberta é significativa porque um pequeno número de sinagogas antigas são decoradas com mosaicos que mostram cenas bíblicas. Apenas dois outros locais têm cenas com Sansão”, explicou em um comunicado Jodi Magness, da Universidade da Carolina do Norte, co-participante da escavação